Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: A política de combate à obesidade na China foi ditada pela Coca-Cola
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Economia - A política de combate à obesidade na China foi ditada pela Coca-Cola

EconomiaMundo

A política de combate à obesidade na China foi ditada pela Coca-Cola

Last updated: 15 Janeiro, 2019 11:15
Redação
Share
SHARE

(CC0/PD) StockSnap / Pixabay

A Coca-Cola exerceu forte influência sobre a forma como o governo chinês abordou o crescente problema de obesidade no país, segundo um estudo recentemente publicado.

A China está a braços com uma epidemia de obesidade. No meio desta tensão, a Coca-Cola conseguiu influenciar as políticas de saúde do país, de modo a evitar o estabelecimento de um imposto de 20% sobre as bebidas açucaradas e outras medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta é a conclusão de uma investigação recente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A China é já o terceiro maior mercado global de Coca-Cola. No que diz respeito à obesidade, em 2011, 42% dos adultos chineses estavam acima do peso, mais do dobro de que o registado duas décadas antes, revelam os dados oficiais.

Susan Greenhalgh, autora do estudo, chama a atenção para uma “complexa rede de contactos institucionais, financeiros e pessoais” através dos quais a empresa norte-americana conseguiu obter “uma posição de poder nos bastidores que garante que a luta do governo chinês contra a crescente epidemia de obesidade não prejudica os seus interesses”.

A investigadora aponta diretamente o Instituto Internacional de Ciências da Vida (ILSI), uma organização criada em 1978 que pretende ser um “fórum altamente confiável para gerar, recolher e discutir dados científicos sobre questões de impacto na saúde pública”.

O ILSI – além de ter sido fundado pelo vice-presidente da Coca-Cola, Alex Malaspina – é financiado por dezenas de empresas da indústria de alimentos, como a Coca-Cola, o McDonald’s, a Nestlé e a PepsiCo.

Na sua investigação, publicada recentemente na revista BMJ, a investigadora argumenta que a Coca-Cola usou o ILSI para influenciar as políticas de saúde do país.

Também em 1978, a Coca-Cola foi a primeira empresa internacional a receber permissão para se estabelecer na China após 30 anos de isolamento impostos por Mao Zedong. Nesse mesmo ano, Alex Malaspina visitou o país para iniciar relações com cientistas locais. “Rapidamente conheceu Chen Chunming, uma poderosa nutricionista conhecida por ter contactos de alto nível no governo.”

Chen Chunming foi a fundadora dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) da China, uma agência governamental. Em 1993, a nutricionista foi contratada pelo ILSI para dirigir a sua filial chinesa. Atualmente, os órgãos públicos e privados compartilham a sede. “O pessoal do ILSI-China, financiado pela indústria, tem acesso sem precedentes a autoridades do governo”, critica Greenhalgh.

Como consequência dessa influência, destaca o El País, as políticas chinesas estão alinhadas com as estratégias comerciais da Coca-Cola.

Depois de ter recusado responder às questões de Greenhalgh, o ILSI emitiu um comunicado no qual nega ter influenciado as políticas chinesas e em que afirma que sua missão é “fornecer ciência que melhore a saúde humana”.

A investigação de Susan Greenhalgh centrou-se no processo opaco da formulação de políticas baseadas na ciência na China. A investigadora concentrou-se nos esforços do governo para lidar com a crescente crise de obesidade no país.

Ao longo dos anos, a investigação de Greenhalgh destacou as complexas conexões pessoais, institucionais e financeiras que a Coca-Cola cultivava para alinhar a ciência e a política chinesas com o interesse em construir o seu próprio mercado na China.

Em resposta ao estudo de Greenhalgh, a empresa divulgou um comunicado no qual reconhece que “muito açúcar não é bom para ninguém”, enfatizando um movimento em direção a mais transparência no financiamento de pesquisa, além de uma promessa de não ser a principal fonte de financiamento para qualquer estudo.

Apesar desta mudança, a marca da Coca-Cola na política de obesidade chinesa permanece palpável. Greenhalgh analisou documentos de políticas públicas relacionadas à Healthy China 2030, uma iniciativa chinesa revelada em 2016 para abordar doenças crónicas, e descobriu que a maioria dos alvos específicos da iniciativa está relacionada com o aumento da atividade física e que as metas relacionadas à nutrição estão restritas a limitar o consumo de sal.

Em suma, o estudo denuncia o uso de organizações como o ILSI para “promover campanhas educativas ineficazes em vez de medidas legais sobre o preço, disponibilidade e comercialização dos seus produtos”.

LM, ZAP //

Fonte: ZAP

TAGGED:ChinaConsumoDestaqueEconomiaempresasMundoObesidadePolítica Internacionalsaúde
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Castelo de Paiva: 21º Encontro de Cantares de Janeiras lota auditório municipal
Next Article Governo garante que não há cortes nos benefícios da ADSE
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Cores Sem Valor: Hospital de Penafiel Ignora Protocolo de Manchester com Esperas de 4 Horas

Relatos diretos confirmam que, mesmo com apenas oito pessoas a aguardar atendimento, a média de espera para chegar ao médico…

Lisboa: Casa do Concelho de Tomar encerrou ciclo de seminários com sessão sobre ensino superior

A sessão marcou o encerramento de um ciclo de três encontros iniciado…

Brasil: Atleta paraolímpico luso-brasileiro acumula conquistas e reconhecimento no Rio de Janeiro

Marcelo Guedes Pereira tem 53 anos, nasceu e vive no Rio de…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

Salários e habitação são “o problema mais sério” do país, diz Siza Vieira

O acesso à habitação e os baixos salários de pessoas qualificadas são “o problema mais sério” do país, afirma o…

Duarte Lima absolvido no caso dos cinco milhões de Rosalina Ribeiro

António Cotrim / Lusa Domingos Duarte Lima Duarte Lima foi absolvido do crime de abuso de confiança de que estava…

Venda do Novo Banco “foi estranha e devia ter sido suspensa”

João Relvas / Lusa João Salgueiro, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos O ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, João…

Desvendado mais um mistério da mítica Ilha de Páscoa

Indabelle / Flickr A mítica Ilha de Páscoa tem fascinado e intrigado cientistas ao longo dos anos, tendo surgido várias…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?