“Este é o maior escândalo que temos na Europa, e que é também uma desagradável lição sobre a necessidade de sermos muito mais vigilantes e muito mais cautelosos”, disse Vera Jourova, sem esconder sua indignação sobre as atividades bancárias do Danske Banke, suspeito de lavagem de um valor astronómico: 200 mil milhões de euros.

Uma investigação independente concluiu que, entre 2007 e 2015, cerca de 200 mil milhões de euros entraram de forma ilegal, oriundos do paraíso fiscal Ilhas Virgens Britânicas, da Rússia e do Reino Unido, envolvendo 6.200 clientes do banco dinamarquês.

Para dar-se conta da magnitude do escândalo, a despesa do Estado português em 2017 foi de  50 mil milhões de euros. Ou seja: o dinheiro em causa equivale a quatro anos de despesa do estado português. Uma soma de dinheiro no mínimo exorbitante.

Em alternativa, se Portugal pudesse dispor de tal quantia podia abater quatro quintos da dívida pública. Em julho, segundo o Banco de Portugal, a dívida pública ascendeu a 248,2 mil milhões de euros.

No entanto, a quantia é exorbitante não apenas se usarmos a realidade portuguesa como parâmetro. Dê-se conta que 200 mil milhões de euros ultrapassa – e muito – o orçamento da União Europeia de 2017, de aproximadamente 158 mil milhões de euros.

Todos estes factos apontam que trata-se de um escândalo sem precedentes na história da União Europeia.

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