Início Amarante CTHS implementará modelo de Hospitalização Domiciliária à partir de fevereiro

CTHS implementará modelo de Hospitalização Domiciliária à partir de fevereiro

Este modelo de prestação de cuidados aplica-se a diversas patologias, sendo uma alternativa ao internamento convencional que permite aos doentes recuperar de uma doença aguda em casa, recebendo cuidados hospitalares. Apresentação interna da Unidade foi feita hoje no Hospital Padre Américo

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Decorreu esta manhã, 29 de janeiro, no Hospital Padre Américo, a apresentação interna da Unidade de Hospitalização Domiciliária aos profissionais do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS). Este modelo de internamento vai entrar em funcionamento já no próximo mês de fevereiro.

Na abertura da sessão, Carlos Alberto, presidente do conselho de Administração do CHTS, referiu que “a Hospitalização Domiciliária, a par com o programa de Autonomia Financeira e a humanização de cuidados, são três das maiores responsabilidades do CHTS para o ano de 2019.”

“Este é um modelo, do ponto de vista financeiro, com mais vantagens para o Centro Hospitalar. No entanto, não se trata só de números. Vamos tratar de doentes que vão ficar no conforto do seu ambiente familiar, com acesso aos cuidados hospitalares, possibilitando aos cuidadores organizarem-se pessoal e profissionalmente”, concluiu o presidente do Conselho de Administração sobre a Hospitalização Domiciliária.

A ação pretendeu não só apresentar formalmente a equipa coordenadora, como também dar a conhecer os critérios gerais de referenciação de doentes para a modalidade de Hospitalização Domiciliária.

“Doente com diagnóstico definido, residência com condições de habitabilidade necessárias e, caso não seja autónomo, dispor de um cuidador. Mas este modelo de internamento terá sempre que ser aceite pelo doente e pela família ou cuidadores informais”, explicou Lindora Pires, médica coordenadora da Unidade de Hospitalização Domiciliária, durante a sessão.

A referenciação de doentes vai ser feita, para já, pelas equipas clínicas do internamento de Medicina Interna. Mais tarde, a indicação de doentes para Hospitalização Domiciliária poderá ser feita pelo Serviço de Urgência, internamento Cirúrgico, Consulta Externa ou através dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

Este modelo de prestação de cuidados aplica-se a diversas patologias, sendo uma alternativa ao internamento convencional que permite aos doentes recuperar de uma doença aguda em casa, recebendo cuidados hospitalares.

Lindora Pires aponta como principais vantagens “o melhor tratamento assegurado ao doente, no conforto da sua casa, acompanhado pelos seus familiares e amigos e estando o menos possível exposto a infeções hospitalares que são causa de um número cada vez maior de morbilidades e mortalidade”.

Lídia Rodrigues, enfermeira coordenadora da Unidade, salienta neste modelo, tendo em conta outras Unidades, “a satisfação dos doentes, a humanização de cuidados e a valorização da família e cuidadores, é um modelo que faz a diferença na vida das pessoas”.

José Ribeiro, enfermeiro diretor e reconhecido impulsionador deste modelo de internamento, a Hospitalização Domiciliária, afirmou: “hoje é um dia histórico para o CHTS”.

Licínio Soares, diretor clínico, “é grande salto de qualidade para esses doentes, para nós é a melhoria da proximidade, é ir ao encontro das necessidades da população. É necessária a colaboração de todos para a seleção destes doentes”.

A Unidade faz parte do Departamento de Ambulatório e Ligação Funcional. Filipa Carneiro, diretora deste departamento, considera tratar-se de um “projeto de criação de valor, evolutivo e transversal a todos os profissionais do CHTS”.

A equipa multidisciplinar da Unidade é constituída atualmente por dois médicos, aos quais se associam vários outros médicos para garantirem o funcionamento 24 horas por dia durante 365 dias, seis enfermeiros, uma assistente social, uma farmacêutica, uma nutricionista e uma assistente operacional.

Numa primeira fase a Hospitalização Domiciliária será apenas disponibilizada no Hospital Padre Américo, abrangendo os ACES – Vale do Sousa Norte e Sul, num raio de 15 quilómetros de distância do hospital. Está previsto, posteriormente, o alargamento ao Hospital de Amarante com a criação de uma Unidade de Hospitalização de acordo com a realidade e geografia de Amarante.

O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa integra os hospitais de Penafiel e Amarante, tendo uma área de influência de 520 mil habitantes constituída pelas populações de 12 concelhos, em quatro distritos.

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