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‘Rua de Baixo’ entrevista Fabiano de Abreu

O escritor e filósofo Fabiano de Abreu em entrevista ao portal Rua de Baixo, falou sobre testes de QI, vida pessoal e realizações

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Fabiano de Abreu - Foto: Contam Estórias

Fabiano de Abreu foi entrevistado pelo portal Rua de Baixo, conhecido nos meios acadêmicos e nas universidades portuguesas, e falou sobre QI, filosofia, cultura e vida pessoal. Abaixo alguns trechos da entrevista:

RDB: Quem é Fabiano de Abreu? 

Fabiano de Abreu: Alguém que não desiste dos sonhos a que chamo metas e as crio a todo o instante. Um português criado na colónia portuguesa no Rio de Janeiro com convicções nacionalistas e totalmente ligado ao sangue madeirense da minha mãe e daquela ilha onde está a minha alma. Alguém que quer que todos sejam felizes e quer contribuir para uma sociedade melhor, que quer fazer jus à sua existência e deixar um legado para não cair no curto esquecimento. 

Considera que um QI elevado é deterministico em relação à inteligência?

Assim dizem os estudos de neuropsicologia. E a confederação internacional. Eu não posso avaliar isso. Sou filósofo, escritor e assessor de imprensa. Tenho conhecimento de diversos outros temas em outras profissões. Mas não tenho direito, nem formação, nem aval para me manifestar sobre isso. 

Toda a sua carreira gira em torno do jornalismo. Como surgiu a filosofia e a poesia?

Sou filósofo e poeta desde pequeno, escrevo poemas e filosofia desde os 9 anos de idade. Desde quando questionei a vida e tive a consciência da morte. A filosofia foi primordial para mim no jornalismo. 

Fabiano de Abreu

O trabalho junto das celebridades no Brasil foi essencial para essa reflexão ou a poesia e filosofia surge como um “escape” a esse mundo mais fútil?

Ótima pergunta. Foi útil e essencial na formação dos personagens. É também um escape para a “depressão” de conviver, vivênciar e ter que observar a futilidade de alguns. Mas eu sempre soube lidar com as diferenças. E não sou juíz de valores. Tenho a teoria de que tudo na vida tem um motivo, inclusive para o comportamento. Entendendo esse motivo e sabendo lidar com a pessoa, não há personalidade negativa nem nada que possa afetar e ainda ganhamos a amizade e simpatia. 

Acha que o seu trabalho e seus livros podem ajudar as pessoas a viver de outra forma?

É isso que procuro. Quero sentir-me útil, gratuitamente, quero colaborar para uma sociedade melhor. Deixar um legado, ser lembrado, nem que seja por algumas gerações. Ou ao menos na velhice ter orgulho e dizer a mim mesmo que não vivi em vão.

Precisamos descobrir pessoas de alto QI não só para ajudá-las, mas também para posiciona-las na sociedade 

Vivemos em tempos onde o tempo é cada vez mais escasso e as pessoas vivem com bastante intensidade. O que sugere para que as pessoas possam ter uma vida mais feliz?

Organizar o tempo. Gestão de vida. Determinar funções, prazos, horários e ter sempre o lazer e a família para não sobrecarregar a mente. Portugal é mais tranquilo, existe uma hora de almoço e as pessoas passeiam aos finais de semana. O Brasil está numa depressão coletiva. Só se trabalha e não há descanso. O materialismo domina. Ganha-se muito dinheiro se quiser, mas não há tempo de gastá-lo (risos) ou gasta-se muito com bens materiais e esquecem que o simples e o comum pode ser mais prazeroso.

Quais seus planos para o futuro próximo? Mais livros?

Lanço agora o ‘Filosofando a Imprensa’ onde revelo como a filosofia foi importante para que eu pudesse ter sido premiado como o jornalista que mais criou personagens na história de imprensa internacional. Depois lanço o ‘Viver Pode Não Ser Tão Ruim’ das frasetas ao contexto, onde explico algumas das teorias baseadas em frases filosóficas que criei e teve repercussão na imprensa brasileira e internacional.

Link da entrevista no site Rua de Baixo: https://www.ruadebaixo.com/fabiano-de-abreu-entrevista-09-05-2019.html

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