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PJ faz buscas em Cinfães e mais 17 concelhos do Norte e Centro

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Em Viseu, as câmaras de Armamar, Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira e Tarouca foram alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária relacionadas com um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública, segundo informações da Polícia Judiciária. Além destas cinco autarquias do norte do distrito, mais 13 outras câmaras foram investigadas: Armamar, Belmonte, Barcelos, Braga, Fundão, Oleiros, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sertã, Soure e Pinhel.

A operação, com o nome de código “Rota Final”, abrange também entidades públicas e empresas ligadas às autarquias, e está a ser realizada pela Diretoria do Norte da PJ, com o apoio da Diretoria do Centro, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra.

Ao todo, foram 50 as buscas realizadas, envolvendo 200 elementos da Polícia Judiciária – inspetores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos.

“Mediante atuação concertada de quadros dirigentes de empresa de transporte público, de grande implementação em território nacional com intervenção de ex-autarcas a título de consultores, beneficiando dos conhecimentos destes, terão sido influenciadas decisões a nível autárquico com favorecimento na celebração de contratos públicos de prestação de serviços de transporte, excluindo-se das regras de concorrência, atribuição de compensação financeira indevida e prejuízo para o erário público”, afirma a PJ em comunicado.

Ainda segundo a PJ, também se terão verificado situações de favorecimento no recrutamento de funcionários. A investigação prossegue “para determinação de todas as condutas criminosas, seu alcance e respetivos agentes”, esclarece a polícia.

Na maioria destes municípios, a empresa que faz o serviço de transportes é a Transdev, empresa de origem francesa que praticamente detém os monopólios de transportes do norte e centro do país.

Álvaro Amaro, homem forte do PSD, é um dos alvos da megaoperação. O ex-presidente da Câmara da Guarda, também visada nesta megaoperação, é indiciado por prática de negócios suspeitos realizados antes de abandonar o cargo para poder concorrer ao Parlamento Europeu pelo PSD. Álvaro está fora do país mas as informações obtidas pelo Jornal Paivense apontam que ele será constituído arguido ao regressar a Portugal.

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