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Ecologista Pedro Santos diz que é impossível impedir a disseminação da vespa asiática em Portugal

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Os primeiros relatos do aparecimento da vespa asiática em Portugal datam de 2011, no Minho. Na altura, este insecto começou a atacar colmeias, uma das suas principais características, e a matar também as abelhas naquela região. Não tardou para que as vespas passassem a ser vistas em todo o território português, a causar prejuízos, transtornos e riscos até mesmo para a segurança das pessoas.

O ecologista e investigador da vespa asiática, Pedro Pinheiro dos Santos, estuda o insecto desde 2012 e refere que, neste momento é absolutamente impossível travar a disseminação desta espécie invasora no espaço europeu: “a adaptação deste insecto ao clima do sul da Europa é extraordinária. Esta espécie específica – Vespa velutina nigritorax – está geneticamente habituada a a grandes diferenças anuais de temperatura, encontrando na península e encontrou no nosso país condições mais que perfeitas para a reprodução e aumento do tempo de vida da colónia”.

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Combater ou prevenir?

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro encontra-se a estudar uma forma de instalar sensores de localização na vespa asiática para a conseguir monitorizar. Este projeto pretende ajudar a travar a proliferação de ninhos desta espécie nos próximos anos. Contudo, conforme indicam os estudos do especialista, já é impossível erradicar esta espécie invasora.

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Em 2012 eram apenas 20, sete anos depois já tinham sido cartografados mais de 40 mil ninhos, dispersos por toda a região norte do país.

Para os investigadores, a solução deste problema seria destruir o ninho. Contudo, capturar as vespas fundadoras pode ser ainda mais eficaz: “Ao invés de estarmos a investir esforços no combate, o nosso objetivo é prever a situação”.

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Ninho de vespas velutinas

Reprodução acelerada

O investigador também aponta que as vespas asiáticas tem se comportado de maneira diferente em território europeu, a reproduzir-se durante maiores períodos: “Note-se que o período habitual de hibernação da fundadora (novembro a março) não está a acontecer como no habitat normal, sendo verificados ninhos ativos em novembro, dezembro e janeiro”.

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