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Em estado alarmante, espera por atendimento médico no Hospital de Penafiel pode levar horas, ou até mesmo anos

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O Hospital Padre Américo em Penafiel, considerado um centro médico de referência no vale do Tâmega e Sousa, está em situação crítica. O Hospital serve cerca de 380 mil habitantes da região do Vale do Sousa, mas segundo as denúncias, não dispõe de recursos humanos nem equipamentos suficientes para atender a esta demanda de forma satisfatória.

Muitos residentes em Castelo de Paiva que precisaram se deslocar até o hospital para obter atendimento de urgência reportaram que foram submetidos a uma longa espera, de 5 a 6 horas, o que denota a impossibilidade de absorção e atendimento destes pacientes de forma adequada. Segundo dados da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), a urgência do Centro Hospital do Tâmega e Sousa chega a atender mais de 700 doentes por dia. No entanto, profissionais que trabalham no hospital já reportaram que há insuficiência de recursos humanos e de equipamentos na urgência, o que explica a demora no atendimento.

Mas segundo as denúncias o caso é ainda mais grave. Uma senhora que não quis se identificar relatou que esteve por três anos à espera de uma consulta com um cardiologista, por ser considerada um ‘caso não prioritário’. Segundo informações obtidas com profissionais que trabalham no hospital, se o caso for prioritário, a espera no hospital Padre Américo ronda os 140 dias, mais de quatro meses e meio. Estes números estão bem longe dos tempos máximos definidos pelo Ministério da Saúde.

Os dados são alarmantes e colocam o Hospital Padre Américo na pior colocação do país em tempo de espera por atendimento. Surge na tabela o na segunda posição Hospital da Guarda, onde o tempo de espera por uma consulta chega a 10 meses . Contudo, embora ainda seja um tempo de espera muito longo, é bastante inferior à media de espera por um primeiro atendimento em cardiologia em Penafiel.

Recorde-se que segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, cerca de 35 mil portugueses morrem anualmente por doenças cardiovasculares, que continuam a ser a principal causa de morte e representam um terço de toda a mortalidade da população em Portugal.

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