Início Arouca Cheia do rio Paiva causou destruição e prejuízos a comerciantes paivenses

Cheia do rio Paiva causou destruição e prejuízos a comerciantes paivenses

Recanto do Paiva, um conhecido snack bar às margens do Paiva em Espiunca, teve boa parte da estrutura física arrasada pela força do rio e das chuvas que assolaram o Tâmega e Sousa na semana passada.

A passagem das depressões Elsa e Fabian na semana passada trouxe a Portugal não apenas chuvas abundantes e muito acima do esperado para o mês, mas também um rastro de destruição e prejuízos.

Todos os rios do vale do Tâmega e Sousa apresentaram cheias impressionantes e deixaram toda a região em estado de atenção e em alguns casos alerta vermelho.

O sítio onde fica o restaurante e snack bar Recanto do Paiva foi um dos pontos mais afectados pela cheia do rio Paiva. O bar situado próximo aos passadiços do Paiva, considerado um dos melhores destinos europeus, tem como proprietários os comerciantes paivenses Victor Teixeira, Diana Oliveira e Carlos Alberto Oliveira: “Tudo aconteceu numa noite de quinta feira, onde o Paiva mostrou a sua força e violência uma subida inimaginável, algo nunca visto. Sinaléticas e ramada desapareceram. O Paiva tornou-se demasiado violento e impiedoso. Para não esquecer”, referiu Carlos Alberto Oliveira, um dos proprietários.

Carlos Alberto conta como as águas avançaram para dentro do estabelecimento a causar prejuízos: “foi uma situação assustadora e perigosa. As águas subiram um metro para dentro do bar e cozinha. Tudo controlado por agora mas foi difícil. Ficamos mais 30 horas sem energia eléctrica e sem qualquer tipo de assistência da EDP ou da Junta de Freguesia. Uma vergonha”.

O comerciante abre o coração e revela um pouco do que representa para si esta situação: “quando apostas tudo num objectivo, num sonho e de repente vês a água a levar tudo à frente. Senti uma tristeza, estive impotente para fazer alguma coisa, era demasiado perigoso. Vi-me completamente cercado de água e lama até ao parque de estacionamento. Tentar chegar lá é arriscar a vida ao sermos arrastados pela violência da corrente era inviável. Até a estrada municipal de Serabigőes estava inundada”.

No entanto, Carlos afirma que o bar irá se reerguer mesmo em meio às adversidades: “mesmo cercado de água e detritos de toda a espécie, o Recanto do Paiva resiste. Abrimos em breve com redobrado entusiasmo. Deus é grande”, conclui.

Segundo o comerciante, os prejuízos totais ainda estão a ser contabilizados, entre maquinas, balcão frigorifico, arcas congeladoras e danos estruturais.

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