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Após 20 anos CM de Castelo de Paiva chega a uma solução para desembargar as obras do edifício Marmoiral

Entre 1999 e os anos 2000 começou a construir-se o edifício Marmoiral, no centro da vila de Castelo de Paiva. No entanto, a construção foi alvo de queixas à IGAT (IGAL) e enfrentou diversos problemas de ordem económica e de licenciamento, o que resultou no abandono da obra e em grandes impasses para sua continuação.

Hoje, 14 de Fevereiro, o Vereador da Cultura de Castelo de Paiva, José Manuel Carvalho, anunciou que enfim, após 20 anos, chegou-se a uma solução e um novo projecto para que as obras do edifício Marmoiral, agora remodelado, pudessem seguir adiante: “Aprovamos hoje, por minha proposta, o estudo conjunto que permite a solução de licenciamento daquele edifício. Um edifício que se encontra em estado avançado de execução, mas numa situação bastante degradada, por se encontrar abandonado há vários anos. Transformou-se numa “ferida” urbanística que a todos tem incomodado, até pela sua localização central”, referiu o vereador nas redes sociais.

Edifício Marmoiral

Novos rumos

Segundo José Manuel Carvalho, o novo projecto irá permitir a construção de 69 novos apartamentos e ajudar a reduzir o défice de moradias em Castelo de Paiva: “isto permite uma solução que alavanca a fixação de famílias, com 69 novos apartamentos que ficarão disponíveis. Hoje demos mais um passo significativo no planeamento e ordenamento da nossa terra. Com uma base legal e principalmente, procurando e encontrando soluções. Mas este passo só foi possível porque a entidade bancária -que é proprietária deste edifício- aceitou e reconheceu que a única saída possível para este problema urbanístico monstruoso era trabalhar numa solução que incluísse a demolição das partes que constituíam ilegalidade. Agora, com este novo projecto, já podemos avançar com a solução que vai dar uma nova imagem à nossa vila e desta forma alavancar a fixação e atracção de pessoas”.

José Manuel Carvalho congratulou-se também deste importante passo dado e assumiu um compromisso com os Paivenses de se manter neste rumo: “Este é o caminho que pretendo continuar a trilhar. Colocando em cada acção, em cada problema, em cada projecto, todo o empenho e dedicação para encontrar as melhores soluções para a minha, para a nossa terra. E acreditem, gosto mesmo muito de trabalhar e encontrar soluções. E continuo com toda a energia, dedicação e vontade de trabalhar pela nossa terra e pelas nossas gentes”.

O vereador apresentou nas redes sociais mockups 3D de como o edifício Marmoiral há de ficar depois de concluídas as obras (carregue para ampliar)

O outro lado

O antigo presidente da CM de Castelo de Paiva, Paulo Ramalheira Teixeira, também referiu nas redes sociais sobre a questão do embargo da obra do edifício Marmoiral e a recente resolução do impasse burocrático. O antigo autarca abordou o assunto por um outro ponto de vista: “Nos últimos anos uma empresa proprietária compra o terreno adjacente que havia ficado na posse de outro credor bancário. O Millennium BCP deixa caducar a licença de construção do edificio Marmoiral e eis que surge alguém, que em breve os Paivenses vão saber quem é, que faz uma proposta de compra ao Millennium. Mas era preciso ter o alvará actualizado. Eis que um iluminado decide alterar o nome da rua adjacente ao prédio, que deixou de ser Rua Luís Aranha e passou a Manuel Correia. Assim, o Millennium apresenta novas plantas e surge a boa nova, a actual Câmara gerida pelo PS anuncia a resolução do assunto, com 20 anos. Efectivamente na década passada ele só não foi resolvido por insolvência do promotor inicial”.

No entanto, Paulo Teixeira afirma que o problema, na verdade, terá sido causado pelos militantes e políticos do PS naquela altura: “Estranho é o teor das sucessivas queixas do PS relativamente às áreas e os dois terrenos que ladeiam a rua contaram para os índices e agora que é um só terreno anunciam o licenciamento. (Quid juris?) Ainda bem que o executivo PS e o actual Presidente vão resolver um problema urbanístico que eles próprio criaram com as queixas que atolaram a IGAT/IGAL de processos contra o município Paivense”.

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