"Teremos mais de um dezena de oradores e painéis de especialistas"

Entre os dias 20 e 21 de junho vai ter lugar, em formato on-line, o 9º Congresso Luso-Brasileiro de autores e amigos de James McSill, renomado consultor de história que vive na Inglaterra. O evento, que acontece das 10h às 18h, no horário de Brasília, e das 14h às 22h, no horário de Lisboa, promete envolver o público português, brasileiro e cidadãos do Reino Unido. Segundo os seus organizadores, o objetivo é “reunir uma comunidade de pessoas visando ao intercâmbio cultural, negócios, network, análise de textos viáveis para publicação, assim como proporcionar um encontro em que histórias de sucesso serão partilhadas”.

Esta é a primeira vez que o congresso acontece com a ajuda da Internet, em virtude da pandemia de Covid-19. Em conversa com a nossa reportagem, James McSill falou sobre o evento, comentou sobre as suas expectativas e ressaltou a importância da literatura luso-brasileira.

O que se discute no Congresso?

Teremos mais de um dezena de oradores e painéis de especialistas. Os temas serão diversificados, mas seguindo uma linha orientadora. A base é sempre o Storytelling e tudo o que o compõe.

Quem está envolvido nessa iniciativa?

Para além da McSill Story Studio, temos o suporte de organização da Comunicação Mais Eficaz em Portugal e da People Training no Brasil. Para além disso, existem outras entidades parceiras que constam na página do evento.

O evento será on-line em virtude da pandemia ou é já habitual esse encontro virtual?

A pandemia levou-nos a dar um passo em frente. Tudo começou no epicentro da pandemia em Portugal, no final de abril, com as pessoas todas em pleno isolamento social. Juntamente com o Ricardo Laranjeira da Comunicação Mais Eficaz em Portugal, tínhamos agendada a Certificação Internacional em Storytelling, formação de três dias em sala de hotel. Na impossibilidade de o fazer presencialmente, migrámos toda esta Certificação para o On-line em direto com Presença Virtual. Todo o processo foi auditado e validado pelo DIT (Department for International Trade) do Governo Britânico continuando a assegurar assim não só a qualidade dos conteúdos ministrados como também a validação da metodologia tecnológica associada. Agora, existem outros eventos (lives, workshops, cursos, etc) que passaram para o On-line. Habitualmente, o congresso é presencial. Brasileiros e portugueses apreciam o contato físico e a interação social. Porém, este ano, na impossibilidade de isso acontecer, abriu portas a realizar pela primeira vez um evento transatlântico recorrendo à tecnologia que já tínhamos implementado. Isto não é habitual e, nesta nossa 9ª edição do congresso, vai ser uma estreia. Só que já trazemos experiência acumulada. É bem possível que se torne no novo normal e o congresso passe a decorrer neste formato. Vamos aguardar pela reação das pessoas.

Que temas serão discutidos?

O tema central do Congresso este ano é: “Você: Personagem – Uma Jornada pelo Storytelling”. Queremos realçar a importância do Personagem em cada história que estruturamos. Ele tem um papel essencial em manter a vitalidade das histórias. Personagens ricos em características, enriquecem as narrativas, prendem a atenção do público e frequentemente levam a processos de identificação como se fosse o próprio a viver a história.

Qual é o perfil dos participantes e o que eles podem esperar do evento?

Todos eles utilizam as histórias nas suas vidas pessoais e profissionais. São autores, escritores, editores, jornalistas, publicitários, coachs, formadores, empresários e por aí vai. A diversidade é muito grande. E vêm muitas pessoas que são simplesmente apaixonadas por histórias e acompanham estas temáticas com verdadeiros fãs.

Como enxerga a literatura brasileira e a portuguesa?

Vivas como sempre! Agora, mais fortes em termos de produção. Por um bom tempo, outras formas de entretenimento não poderão ser produzidas, abrindo espaço para a literatura. A maneira de publicar e distribuir irá mudar em breve, bem como o foco de algumas histórias, mas prevejo um futuro melhor para, principalmente, os autores aspirantes.

Acredita numa literatura própria em termos do universo luso-brasileiro?

Absolutamente. É uma das mais importantes do mundo. Com voz e estilos próprios.

Como funciona essa integração entre Brasil, Portugal e Reino Unido?

O McSill Story Studio tem sede no Reino Unido, mas se especializou em trabalhar com várias geografias linguísticas diferentes. Estamos em todos os continentes, após 20 anos da sua fundação. Brasil e Portugal, mais tarde vieram os EUA, México e Japão. Hoje, estamos desde o Quênia com produção de teleséries até autores da Bélgica, Canadá Espanha, Alemanha, Escócia, Inglaterra e além.

Por fim, quem é James McSill?

Um dos consultores de história mais bem-sucedidos do mundo, reconhecido e elogiado pelo seu vasto trabalho na América Latina, América do Norte e Europa, estendendo-se, agora, à Ásia. James, anglo-brasileiro, trilíngue e linguista por formação, tem mais de 30 anos de experiência na arte de conduzir autores a uma “história viável para publicação” e a sensibilizar líderes e organizações quanto aos benefícios do Storytelling como instrumento de trabalho e transformação. Fundador e diretor-executivo da McSill Story Studio (Inglaterra); executivo-chefe do McSill Story Studio (Brasil, Reino Unido, Portugal, Japão e EUA) e do McSill Story/ Transmédia Studio (York/Glasgow), sempre foi pioneiro na indústria do livro e na consultoria de histórias, hoje estendendo-se a TV, Cinema, Teatro e parques temáticos. James é autor de mais de uma dezena de livros, conferencista em reconhecidas convenções de RH e académicas (EUA, Brasil, México e Japão); conduz treinamentos, seminários, workshops e palestras, bem como consultorias privadas para indivíduos ou empresas em todos os aspetos do Storytelling, atingindo uma audiência de mais de dez mil pessoas ao ano.

Saiba mais em: https://www.comunicacaomaiseficaz.com/congresso-luso-brasileiro/

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