Suíça, Dinamarca e Finlândia lideram o ranking elaborado pela Boston Consulting. A fraca intensidade da utilização da infra-estrutura e pouca segurança penalizam rede portuguesa.

A consultora Boston Consulting, que todos os anos mede o desempenho dos sistemas ferroviários nacionais, atribui a Portugal uma das mais baixas classificações, colocando-o em antepenúltimo lugar, seguido da Roménia e Bulgária, revela o Público.

Para a elaboração deste ranking foram tidas em conta três variáveis: a utilização da ferrovia por passageiros e para mercadorias, a qualidade do serviço, em questões como a pontualidade e o preço dos bilhetes e a segurança, ou seja, número de acidentes e de vítimas.

A soma destes três aspectos dá um valor de 1,5 pontos a Portugal quando a média europeia é de 4,8 e os países mais bem classificados pontuam 7,2 (Suíça), 6,8 (Dinamarca) e 6,6 (Finlândia).

No que diz respeito à qualidade do serviço, Portugal conseguiu um valor razoável, somando 1,5 pontos, quando a média europeia é de 1,4. No entanto, a segurança e intensidade de utilização são as variáveis que determinaram a fraca pontuação do país.

Este último indicador – a reduzida utilização do caminho-de-ferro – é que faz com que Portugal tenha uma das piores classificações na Europa. Já em 2012 e 2015 Portugal mantinha o penúltimo lugar no ranking do RPI.

O estudo reafirma algumas das conclusões de relatórios anteriores. Uma delas é a de que existe uma relação entre o nível de investimento público e a melhoria do desempenho do sistema ferroviário. Como o investimento em Portugal, e a própria manutenção, têm sido praticamente nulos na última década, não surpreende a fraca performance nacional no ranking.

“Reguladores e governos em países com uma tendência descendente no desempenho da ferrovia devem considerar rever os investimentos planeados nos seus sistemas e decidir se os orçamentos devem ser aumentados“, sublinham os autores do estudo da Boston Consulting, acrescentando que “no curto prazo, estes países podem ter de aumentar o investimento nos seus sistemas com vista a iniciarem o longo processo” de recuperação dos desempenhos.

Apesar dos constrangimentos orçamentais, vários países adoptaram planos de investimento ambiciosos para a ferrovia, referem os consultores.

Itália, por exemplo, tem em curso projetos no valor de 100 mil milhões de euros para os próximos dez anos (dos quais 73 mil milhões são para investir na infra-estrutura). O Reino Unido, por sua vez, tem um programa de investimentos de 182 mil milhões de euros nos próximos cinco anos, e da Bélgica, que prevê gastar 25 mil milhões em 12 anos.

Fonte: ZAP

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