Nicol Quinayas / Facebook

Nicol Quinayas, a colombiana agredida no São João no Porto

Os agentes da PSP que foram chamados para o caso da agressão à jovem colombiana Nicol Quinayas, de 21 anos, na noite de S. João, no Porto, levaram três dias a redigir o auto da ocorrência. E só o fizeram depois de Nicol ter apresentado queixa na esquadra e de o caso ter sido noticiado.

A jovem foi violentamente agredida e insultada, na madrugada de domingo, no Porto, por um segurança da empresa 2045 a exercer funções de fiscalização para a STCP (Serviço de Transportes Colectivos do Porto).

Os agentes da PSP que foram ao local ignoraram Nicol e as testemunhas da agressão e só registaram os “dados de agressor”, reporta o jornal Público. A PSP só fez a participação da ocorrência três dias depois, aponta o diário, notando que antes disso Nicol fez queixa na esquadra e que o caso foi reportado pelos órgãos de informação.

Uma fonte da Direcção Nacional da PSP refere ao Público que a data do auto é de 27 de Junho, enquanto a agressão ocorreu na madrugada de 24 de Junho. Nicol fez queixa no dia 25 de Junho numa esquadra.

A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) nota ao Público que vai “monitorizar a situação” através de “um processo de índole administrativa“, solicitando, nomeadamente, à Direcção Nacional da PSP para “se pronunciar sobre o procedimento adoptado”.

A Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial refere, por seu lado, que vai remeter o caso para o Ministério Público.

(dr) Nicol Quinayas

PS exige acção do Governo e debate sobre racismo

Bloco de Esquerda, PCP e PS já vieram a terreiro condenar o sucedido, pedindo respostas sobre a actuação da PSP. O PS exigiu ao Governo que actue junto das forças policiais para que haja consequências da agressão “racista” de que foi vítima a jovem colombiana e que conclua “rapidamente” o diploma sobre segurança privada.

Palavras do Presidente do PS, Carlos César, que também deixa recados ao Governo, notando que “é importante que conclua rapidamente a proposta de lei para disciplinar melhor a actividade da segurança privada”.

“É importante também que o Governo tenha consciência de que aquilo que se passou não foi uma mera desavença”, sublinha Carlos César. “Foi uma agressão com um fundamento racista, que não pode deixar de ser registada no plano político”, considera.

O Presidente do PS também reforça que “é importante que na sociedade portuguesa não se escondam acontecimentos como estes, que não sejam mascarados ou trivializados” e que sejam, “antes, devidamente valorizados”, e destaca que “é importante que se aprofunde o debate sobre o racismo”.

Fonte: ZAP

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