Mais de um quinto (22%) das vagas a concurso para a colocação recém-especialistas em medicina geral e familiar ficaram, em julho, por preencher por falta de jovens interessados.

De acordo com o jornal Público, que avança os números nesta quinta-feira, das 378 vagas abertas, 86 ficaram por ocupar (22%). Ao todo, ficaram colocados 292 novos especialistas a nível nacional, que terminaram a especialidade este ano.

Os lugares que ficaram vagos estavam localizadas em unidades de vários concelhos da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a que tem mais utentes a descoberto, e no Alentejo, aponta o diário.

De acordo com os dados da Administração Central do Sistema de Saúde, algumas das unidades mais carenciadas não tiveram sequer médicos interessados em trabalhar lá.

A Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) São Sebastião, em Setúbal, foi a que registou o caso mais grave – das nove vagas a concurso, não conseguiu preencher nenhuma. Também as UCSP da Moita, de Olival, de Benavente e da Buraca, de Caneças e Famões e da Buraca não tiveram candidatos para os lugares disponíveis.

Apesar de admitir que há “dificuldades de fixação” de jovens médicos de família no Alentejo e em alguns concelhos da Administração Regional de Saúdede LVT, o Ministério da Saúde, liderado por Adalberto Campos, sublinha “o grande impulso” observado em “concelhos de elevada densidade populacional”, dando o exemplo de Sintra.

Fonte: ZAP

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