José Sena Goulão / Lusa

Fernando Pinto, antigo presidente da TAP

Fernando Pinto, presidente da TAP de 2000 até ao início de 2018, foi constituído arguido há cerca de um ano e meio, por causa da compra pela TAP da brasileira Varig Engenharia e Manutenção (VEM).

Fernando Pinto, antigo presidente da TAP, confirma agora ao Público que foi constituído arguido por suspeita de gestão danosa. O gestor foi constituído arguido há cerca de um ano e meio, no seguimento de uma investigação especial levada a cabo pela Polícia Judiciária à compra da Varig Engenharia e Manutenção (VEM).

O antigo presidente da companhia aérea afirma estar “serenamente” a aguardar julgamento e diz já ter dado “todas as explicações solicitadas” na fase de investigação.

“Creio que os factos em causa estão totalmente esclarecidos. O negócio da VEM – com cerca de 13 anos – foi um processo transparente e realizado de boa-fé pela administração da TAP com os dados que tínhamos à época e num contexto de essencial expansão da empresa e da sua área de manutenção”, afirmou Fernando Pinto.

Segundo o diário, Luís Ribeiro Vaz, Fernando Alves Sobral, Michael Conolly e Luiz da Gama Mór, antigos gestores da companhia, foram também constituídos arguidos no mesmo processo.

A investigação à compra da VEM teve como base uma denúncia anónima feita no final de 2010 e está agora a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Segundo o Público, a PJ fez buscas na sede da TAP, em 2016, com suspeita de que os agora arguidos tinham lucrado com a compra da VEM pela TAP em 2007, um negócio de cerca de 500 milhões de euros.

Fernando Pinto esclarece que o inquérito “nasceu de uma estranha denúncia anónima“. O ex-presidente da TAP, que continuou na empresa como consultor, disse ao matutino ter “muito orgulho no legado deixado pela administração”, numa gestão de “cerca de 18 anos que mereceu a confiança de vários governos”.

Fernando Pinto refere ainda que tem “total confiança de que será tomada a justa decisão”.

Fonte: ZAP

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