Carlos Barroso /lusa

O presidente da Liga de Bombeiros, Jaime Marta Soares

Esta segunda-feira, a Liga dos Bombeiros Portugueses denunciou que as associações e corpos de bombeiros estão à beira da rutura financeira devido aos atrasos dos pagamentos do Ministério da Saúde.

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) adiantou esta segunda-feira que as associações e corpos de bombeiros estão à beira da rutura financeira devido aos atrasos dos pagamentos do Ministério da Saúde, que rondam os 30 milhões de euros.

Em comunicado, a Liga adianta que “este sufoco financeiro, provocado pelo incumprimento do Ministério da Saúde dos pagamentos dos muitos serviços prestados no transporte de doentes, está a fragilizar a atividade dos bombeiros”.

Em muitos casos, denuncia, as associações e corpos de bombeiros estão sujeitas “a recorrer a financiamento bancário ou a protelar pagamentos aos seus fornecedores desequilibrando ainda mais a gestão das associações, já de si habitualmente precária”.

Estes atrasos têm-se repetido nos últimos anos, tendo Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, solicitado esta segunda-feira uma audiência ao primeiro-ministro, António Costa.

A LBP sustenta ainda que os bombeiros não vão deixar de procurar responder a todas as solicitações de socorro, mas esta “situação grave não deixa de poder fragilizar a sua atividade operacional”.

No comunicado, lamenta que transferência fixa da Autoridade Nacional de Proteção Civil para as associações, habitualmente feita a 22 de cada mês, tenha neste momento um atraso de 14 dias.

Adalberto Campos Fernandes afirmou que a prioridade é garantir que as dívidas em causa “não assumem prazos para além daquilo que seja aceitável”. Mas Jaime Marta Soares, em declarações à TSF, afirma que “só isso não chega”. Embora acredite na sinceridade do ministro, é necessário conferir “rapidamente as faturas”.

O presidente da Liga já propôs, inclusivamente, a utilização de uma plataforma que ajude a tornar mais rápida a liquidação das faturas. “É uma ferramenta para que as coisas se simplifiquem e que todos nós saibamos, a cada momento, qual é o valor da dívida e não a deixar atingir limites tão altos”, explica.

Fonte: ZAP

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