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Na pediatria do São João há caixotes de lixo guardados em berços

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Marcello Casal Jr. / ABr

Os relatos de falta de condições na ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto, continuam. Mães de crianças afirmam que há caixotes de lixo a serem guardados em cima de berços.

Numa altura em que se espera o arranque das obras da nova ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto, as mães de crianças ali tratadas continuam a denunciar situações que caracterizam a pediatria como um pesadelo.

Segundo o Jornal de Notícias, entre essas denúncias está o facto de alguns caixotes de lixo estarem a ser guardados em cima de berços.

Foi um pesadelo. O isolamento térmico não existe. Há fita-cola nas janelas para o frio não entrar. O meu marido chegou a cobrir o menino com o casaco. De noite é como se estivéssemos na rua”, conta ao jornal Sara Rêgo, que esteve nas instalações com o filho de três meses, depois de o bebé ter tido um problema cardíaco.

Uma outra mãe conta que quando os eu filho foi transportado entre os contentores, onde funciona temporariamente a ala pediátrica, seguiu numa ambulância antigo sem que o berço fosse preso. “Era a enfermeira que ia a segurá-lo”, confessou ao JN.

Já Ana Silva conta que “na Neonatologia, o serviço foi fantástico. Quando chegámos à Pediatria vimos um mundo completamente oposto. Não temos espaço e há caixotes do lixo colocados em cima dos berços”.

Para alimentar o filho, Ana conta que tem de recorrer ao uso de uma seringa. No entanto, se na Neonatologia ela era imediatamente deitada fora, na Pediatria as ordens são para conservá-la durante 24 horas.

A administração do Centro Hospitalar de São João recebeu o anteprojeto esta semana, prevendo arrancar com as obras da nova ala pediátrica no fim do primeiro semestre de 2019.

“O Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário São João informa que a partir de março de 2019, e com a conclusão das obras em curso nos pisos 7 e 8 do edifício central, será possível a transferência de crianças da pediatria oncológica e da pediatria cirúrgica para espaços do edifício central do hospital”, anunciou em comunicado a administração.

Além disso, acrescenta que “não existindo disponibilidade imediata de espaço para alojar todo o internamento da pediatria médica no edifício central do São João, as crianças deste serviço mantêm-se nas instalações provisórias, até ser encontrada uma solução alternativa adequada”.

Entretanto, adianta o Observador, estas instalações serão alvo de obras de remodelação e expansão de modo a permitir dar mais conforto às crianças internadas e respetivos familiares.

Fonte: ZAP

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