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Tancos. Detidos suspeitos do roubo do material de guerra

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Paulo Cunha / Lusa

O Ministério Público (MP) e a Policia Judiciária (PJ) tem em curso uma operação na zona centro e Algarve para deter cerca de uma dezena de suspeitos envolvidos no roubo de Tancos, em junho de 2017.

A operação está a ser coordenada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e executada pela PJ. Há buscas e detenções a ser realizadas no centro do país e no Algarve.

O alvo da autoridades são cerca de uma dezena de suspeitos de terem estado envolvidos direta ou indiretamente no assalto aos paióis, de onde foram desviadas munições, explosivos e granadas em junho do ano passado. Não haverá militares entre os detidos.

Em causa estão os crimes que a Procuradoria-Geral da República tinha indicado no início desta investigação e que são reiterados nos mandados de captura: “suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo”, ao qual se deverá juntar também o tráfico do droga.

De acordo com o Diário de Notícias esta manhã, ambos os crimes – tráfico de droga e tráfico de armas – serão a principal atividade do grupo de detidos.

Estes são os crimes por que está indiciado o ex-fuzileiro João Paulino, suspeito de ter participado no assalto, em prisão preventiva desde setembro, quando foi detido no âmbito da operação Hubris, que investigou a recuperação encenada do material de guerra pela Polícia Judiciária Militar, em outubro de 2017.

Entre os detidos esta segunda-feira, apenas cinco estarão diretamente envolvidos no assalto. Os restantes têm ligações ao grupo criminoso e terão apoiado a operação. Parte dos suspeitos tem residência na zona centro do país e no Algarve.

De acordo com as informações avançadas pela Sábado, a operação liderada pela Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária envolve dezenas de inspetores e várias buscas e já resultou em oito detenções. Entre os detidos estará também um indivíduo já referenciado como um dos autores do desaparecimento de pistolas Glock da PSP.

Os investigadores não têm dúvidas que o assalto foi planeado e que o material foi roubado para ser vendido ao crime organizado.

Ainda está por esclarecer a ligação ao terrorismo internacional. Quem exatamente encomendou o roubo e para que fim são outras questões que a investigação quer ver esclarecidas com estas detenções.

Fonte: ZAP

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