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Alunos com piores notas a Português escolhem carreira de professores

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Antoninho Perri / Unicamp

Os alunos que seguem os cursos superiores da área da Educação estão entre os que revelam piores notas no exame nacional de Português, de acordo com um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Os dados são divulgados pelo jornal Público e indicam que os alunos que seguiram cursos de Educação tiveram uma média de 10,2 valores no exame nacional de Português, o penúltimo pior resultado no ano lectivo 2016/2017.

Os alunos com a pior média, 10 valores, seguiram cursos de Turismo, Serviço Social e Restauração.

No outro lado das médias, com os melhores resultados, ficaram alunos que optaram por cursos da área de Saúde, como a Medicina, que revelaram o melhor desempenho a Português com 12,4 valores.

Os alunos que optaram por cursos de Ciências Sociais, como Jornalismo, tiveram a quarta melhor média, com 11,8 valores.

Estes dados não surpreendem a presidente da Associação de Professores de Português (APP), Filomena Viegas, que refere ao Público que “esta era já uma leitura intuitiva que se fazia a partir das notas mínimas exigidas para determinados cursos e universidades”.

Os alunos que entram em Medicina “têm de ter resultados superiores em todas as disciplinas para conseguirem chegar à média de acesso que é pedida”, frisa Filomena Viegas.

As melhores médias no exame nacional de Português verificaram-se em Escolas Secundárias de Viana do Castelo, Viseu e Santarém. Os piores resultados foram em Castelo Branco, Faro e Açores.

O estudo da DGEEC abrangeu cerca de 40 mil estudantes, o que representa 77% do total dos que ingressaram no Ensino Superior em 2017, segundo o Público.

Fonte: ZAP

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