Início País Depoimento de ex-governante põe em causa versão de Manuel Pinho

Depoimento de ex-governante põe em causa versão de Manuel Pinho

José Sena Goulão / Lusa

O antigo Ministro da Economia Manuel Pinho

O depoimento do antigo secretário de Estado Adjunto, da Energia e da Inovação, António Castro Guerra, prestado aos procuradores do processo EDP, põe em causa a versão do antigo ministro da Economia Manuel Pinto.

Castro Guerra assegura que aconselhou o ex-ministro a pedir uma avaliação bancária sobre a estimativa, a pagar pela EDP, na extensão da exploração de 27 barragens por 25 anos, segundo avança o Correio da Manhã esta quinta-feira. O ex-governante garante ainda que nunca viu as avaliações e que só se deparou com os valores mais tarde.

O decreto-lei, publicado em maio de 2007 em Diário da República, fixou que o valor a pagar pela elétrica ao Estado seria calculado “tendo por base duas avaliações” bancárias. Aos deputados, na comissão parlamentar, Manuel Pinho afirmou que não retirou a tutela da energia ao seu secretário de Estado, Castro Guerra, e que nem tinha essa pasta. Ou seja, acompanhava o caso à distância.

Contudo, de acordo com o depoimento de Castro Guerra, os contactos com os bancos eram da responsabilidade de Manuel Pinho e não sua. O ex-governante refere ainda que quando Pinho saiu do Governo, em 2009, manteve as pastas e teve mais intervenção na área da Energia.

O resumo da inquirição, realizada a 17 de setembro, foi exposto na Internet, na sequência do ataque informático ao escritório de advogados que defende o Benfica e a EDP. Nos autos ainda não consta esta informação. Também foram divulgados emails que revelam que os advogados de Mexia e Pinho terão acertado as versões “com um mínimo de coincidência”, antes da inquirição de testemunhas.

Relativamente ao encontro dos advogados, a EDP, contactada pelo mesmo jornal, disse que não comenta “correspondência trocada entre advogados”. Apesar da divulgação de partes do processo e conversas privadas do presidente da EDP, António Mexia, e do administrador João Manso Neto, a EDP vai continuar com o advogado João Medeiros.

Fonte: ZAP

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