António Cotrim / Lusa

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita

O ministro da Administração Interna disse, esta terça-feira, no Parlamento, que quase 20 mil militares da Guarda Nacional Republicana vão ter as carreiras descongeladas gradualmente até 2020.

“Gradualmente em 2018, 2019 e 2020 quase 20 mil militares da GNR beneficiarão do descongelamento de carreiras”, disse Eduardo Cabrita aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O ministro adiantou que, para já, o descongelamento das carreiras vai abranger 1.300 elementos da GNR.

O governante frisou que, em breve, vai ser iniciado o diálogo com as associações socioprofissionais da GNR para ser negociada a forma como vai ser feito o descongelamento das carreiras até 2020.

Na semana passada, o Ministério da Administração Interna assinou o despacho que permite a 15 mil elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) ter as carreiras descongelada em 2018, o que deverá acontecer em maio, com efeitos retroativos desde janeiro.

Na nota, o Ministério sublinha que “o ano de 2018 caracteriza-se por um significativo investimento nas carreiras” dos polícias, recordando que este ano já tinham sido autorizadas 1.500 promoções na PSP, “o que representa o número mais elevado da última década”.

Os sindicatos da PSP e as associações profissionais da GNR têm realizado vários protestos para exigir o desbloqueamento das carreiras e a contagem do tempo em que estiveram congeladas, entre 2011 e 2017, tal como está previsto no Orçamento do Estado deste ano.

Caso disso é a vigília por tempo indeterminado iniciada, na semana passada, junto à Presidência da República, organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Associação dos Profissionais da Guarda, Associação Nacional de Sargentos, Associação de Oficiais das Forças Armadas, Associação de Praças, Associação Nacional de Sargentos da Guarda e Sindicato Independente de Agentes da Polícia.

Na comissão parlamentar, o deputado do PCP Jorge Machado disse que o Governo está a ter “dois pesos e duas medidas” na questão do desbloqueamento das carreiras na PSP e na GNR.

Durante a audição desta terça-feira, segundo a TSF, o ministro também disse que “cerca de 700 em 800” trabalhadores da carreira de inspeção e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) “irão beneficiar de descongelamento de carreiras”.

Fonte: ZAP

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