Manuel Caldeira Cabral afirmou que não foi assessor de Manuel Pinho, mas teve uma colaboração com ele em 2007.

Esta quinta-feira, o ministro da Economia afirmou ser um “equívoco” mencionar o seu nome como tendo sido assessor de Manuel Pinho. Porém, teve uma colaboração com ele em 2007 e até elogiou essa parceira publicamente por duas vezes.

Além de afirmar estar “muito confortável” com a auditoria pedida pelo CDS depois de ser conhecido o caso Pinho, Manuel Caldeira Cabral afirmou que o seu trabalho como assessor da Economia só começou quando Fernando Teixeira dos Santos acumulou esta pasta com a das Finanças, em 2009, depois da demissão de Pinho.

O ministro da Economia acrescentou ainda que continuou com Teixeira dos Santos no Governo seguinte, nas Finanças, também como assessor. Sobre a colaboração com Pinho, não disse nada. Ainda assim, sabe-se que Caldeira Cabral trabalhou com o ex-ministro em 2007, no âmbito do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia.

Aliás, esta colaboração consta no currículo de Manuel Caldeira Cabral. O Observador contactou o ministro da Economia, mas este não quis fazer comentários sobre esta aparente contradição.

Acresce ainda o facto de o próprio ministro já ter salientado publicamente a relação de trabalho que manteve com Manuel Pinho. Exemplo disso é uma entrevista ao Diário de Notícias, em 2016, na qual Caldeira Cabral foi questionado sobre a relação que mantém com os antigos ministros Manuel Pinho e Teixeira dos Santos.

“São pessoas que aprecio. Gostei muito de trabalhar com Manuel Pinho e com Fernando Teixeira dos Santos. Ainda me encontro com qualquer dos dois, sempre com imenso prazer”, respondeu.

Também em 2013, quando colaborou com António José Seguro, o ministro da Economia sublinhou ao jornal Público que trabalhou “com Manuel Pinho e com Teixeira dos Santos nas Finanças”, tendo acompanhado “o trabalho por dentro”.

Fonte: ZAP

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