António Pedro Santos / Lusa

Fernando Medina

Fernando Medina considera que as reduções do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) e do IVA na eletricidade não devem constar do Orçamento de Estado para 2019. São medidas que “não apoiam aquilo que é importante que o país faça”.

O dirigente socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa Fernando Medina é contra as reduções do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) e do IVA na eletricidade e considera que não devem constar do Orçamento de Estado para 2019.

Medina considera as medidas defendidas pelo CDS e pelo Bloco, respetivamente, medidas que “não apoiam aquilo que é importante que o país faça“.

Esta terça-feira, no espaço de comentário da TVI24, Medina considerou não estar de acordo. ” Não me parecem boas medidas que vão no sentido correto. São medidas que podem parecer populares e simpáticas. Quem não o quer fazer? Mas convém que as medidas tenham um sentido estratégico e um sentido futuro. Ora, nenhuma dessas medidas tem”, comentou.

Segundo o autarca, a redução destes impostos são temas que “têm vindo a arrastar-se nos últimos meses” e que não apoiam “a melhoria da eficiência energética, o apoio à neutralidade carbónica e o apoio à redução das emissões”. Aliás, acrescentou, estas medidas “vão precisamente no sentido contrário”.

Medina acrescentou ainda que não acredita que a redução do ISP se traduza na redução do preço final dos combustíveis, adianta o Observador. “Em que medida é que o ISP não era reabsorvido na subida de outros preços? Tenho dúvidas que a diminuição deste imposto traga benefícios”, afirmou.

O autarca considera ainda que “das várias prioridades que o país tem era capaz de encontrar bastantes melhores usos alternativos“.

“Descontando as especificidades do nosso sistema eletroprodutor, é verdade que, para o nosso nível de rendimento, teremos sempre uma fatura da eletricidade com significado, porque estamos sujeitos ao custo do petróleo. E ele é igual para nós como é para um finlandês. Claro que o nível de vida de um finlandês é muito superior ao do português”, admitiu, porém, o socialista.

As propostas para a descida do ISP têm sido avançadas pelos partidos à direita do PS na Assembleia da República, principalmente pelo CDS/PP. Já a descida do IVA na eletricidade, tem sido motivada principalmente pelo Bloco de Esquerda.

Fonte: ZAP

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