José Sena Goulão / Lusa

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

O antigo Presidente da República considerou estranhou a não recondução da atual procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal. Para Aníbal Cavaco Silva, esta “decisão política” foi a “mais estranha” do Governo liderado por António Costa.

“A não recondução da doutora Joana Marques Vidal é algo que considero muito estranho”, disse o antigo Presidente da República, nesta quarta-feira, à margem da reunião 28 Digital Business Congress, promovida pela Associação para o Desenvolvimento das Comunicações, em declarações à SIC Notícias.

O afastamento da magistrada da PGR é “estranhíssimo”, especialmente, esclarece, “tendo em atenção a forma competente como exerceu as suas funções”.

“Sou levado a pensar que esta decisão política de não recondução de Joana Marques Vidal é a mais estranha tomada pelo Governo, que geralmente é conhecido como ‘gerigonça’”, rematou Cavaco Silva.

As críticas à não renovação do mandato de Marques Vidal têm-se multiplicado. A atual procuradora, que será substituída por Lucília Gago a 12 de outubro, revelou ter sabido da decisão pouco antes do anúncio, acrescentando ainda que a hipótese de continuar na procuradoria nunca lhe foi colocada.

Também Passos Coelhos, antigo primeiro ministro, recebeu a notícia com surpresa, considerando que “não houve decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”.

Também Marques Mendes, antigo líder do PSD e atual comentador político, criticou a atuação do Governo, frisando que “houve gato escondido com rabo de fora” no processo.

Fonte: ZAP

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