Mário Cruz / Lusa

Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes lançou neste domingo críticas à liderança do PSD. No seu habitual espaço de comentário na SIC, disse que um “um líder deve ser agregador e não incendiário”, considerando ainda que é um “erro” atacar os líderes internos.

“Ao longo de oito meses de liderança, alguém se lembra de uma causa ou proposta política do PSD? Não, só de críticas internas. Alguém se lembra do que Rio disse há uma semana no Pontal? Não, só de críticas internas”, começou por notar o antigo dirigente do PSD, resumindo a atuação de Rio Rio enquanto líder do partido.

Para Marques Mendes, o desafio que Rio deixou aos seus líderes internos para deixar o partido é um “erro enorme”, que pode ser sinal de nervosismo de insegurança e de fraqueza”, considerou no seu espaço de comentário na SIC.

O antigo dirigente do PSD acusou Rui Rio de desviar as atenções do essencial – a oposição ao Governo – e de virar o “partido para dentro”. “Se quer ganhar eleições, Rio tem de falar para o país e não para dentro do partido”, defendeu Marques Mendes, reiterando que um líder deve ser “um agregador” e não “um incendiário”.

“O seu adversário é o primeiro-ministro, não são os companheiros do partido”, atirou.

O comentador político recordou ainda que o PSD viu a sua popularidade decrescer em apenas um mês, de 27% para 24% – “o pior resultado de sempre do partido numa sondagem”, afirmou, relembrando que o mês de agosto também não foi bom para o Bloco de Esquerda que sentiu o “caso Robles”.

Retenção de fundos dos fogos é “imoral”

Luís Marques Mendes abordou também os fundos europeus atribuídos por Bruxelas para  ajudar as zonas mais afetadas pelos fogos de 2017. Para o comentador, reter parte dos 50 milhões de euros é “imoral” e, não sendo “ilegal”, constituiu uma grande injustiça.

A atribuição de fundos europeus foi um dos temas que mais marcou a agenda mediática da semana passada. A União Europeia atribuiu 50 milhões de euros a Portugal no entanto, as vítimas no incêndio só receberiam 24 milhões, uma vez que os restantes ficariam cativos nos cofres do Estado para reforçar os meios de combate a incêndio.

Quanto aos fundos europeus, Marques Mendes disse que quando o Governo português concorreu aos fundos fez contas aos prejuízos de todos os municípios afetados e, “por isso, o dinheiro devia ir todo para lá”, defendeu.

Ainda sobre os fogos, o antigo dirigente do PSD sublinhou ainda que também as vítimas dos fogos estão a ter um tratamento diferenciado. “Uns estão a ser apoiados a 100%, outros a 60%”, criticou. Para o social-democrata, se as contas feitas por Bruxelas foram iguais para todos, todos devem ser ajudados de igual forma.

“Os feridos graves não podem ser os de Pedrógão, de outubro, e os outros. Têm que ser de todos. São três injustiças que o Presidente da República — que se tem dedicado a este tema — devia corrigir”, rematou.

Fonte: ZAP

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