Mário Cruz / Lusa

Está para breve o regresso aos debates parlamentares e cada partido tem já as suas prioridades bem definidas. A primeira sessão plenária acontece no dia 19 de setembro.

Os partidos regressam ao Parlamento para a primeira sessão plenária, no dia 19 de setembro, e já têm definidas as suas prioridades. Para o PS, o Orçamento do Estado para 2019 é a preocupação central, um assunto transversal à Esquerda. No entanto, para a direita, a prioridade são os serviços públicos e a falta de investimento.

“Afinar a compatibilização entre os parceiros de esquerda” e “as questões que o PS quer incluir no Orçamento” são as questões primordiais, diz ao Público Carlos César, líder parlamentar socialista. Para o PS, o Orçamento é prioridade absoluta: “o OE 2019 é a mãe de todas as causas”.

Já o PCP tem como matéria querida as leis laborais. João Oliveira, líder da bancada, adianta ao diário que é neste tema que o partido vai apostar todas as fichas nos próximos tempos. “Questões da legislação laboral, das prestações sociais e dos serviços públicos” vão merecer a atenção do PCP, e será também nestes campos que os comunistas vão tentar marcar o Orçamento.

Serviços públicos, “caos” na saúde e “supressões e atrasos” nos comboios estão entre as prioridades do PSD, que inclui ainda a questão da cativações na ordem de trabalhos. Aliás, uma das primeiras medidas que o partido quer discutir no Parlamento é a eliminação das cativações nas entidades reguladoras.

O CDS vai também insistir nas falhas que vieram à tona este verão nos setores da saúde e da ferrovia para pedir um reforço do investimento público. Ainda assim, os centristas querem também insistir em temas como a natalidade e a demografia.

O Bloco de Esquerda não surpreende: leque salarial de referência, lei de base da saúde, melhor escola pública e combate às rendas excessivas são as prioridades.

O Partido Ecologista Os Verdes mantém a sua identidade e não aposta nos temas enunciados pelo PCP. A sua prioridade imediata é a saúde, uma área que, na opinião do partido, necessita de investimento.

Por último, a grande preocupação do PAN é a luta por uma maior justiça tributária, nomeadamente acabando com a isenção do IVA de que os artistas tauromáquicos usufruem. O PAN lembra que “há bens de consumo essenciais – nomeadamente o pão, os vegetais e a fruta – que são tributados de IVA”, ao contrário de estes “artistas”.

Fonte: ZAP

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