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O presidente do PSD, Rui Rio

Rui Rio decidiu pôr o dedo na ferida e avisou que “todos aqueles que discordam do ponto de vista estrutural” deviam “coerentemente sair” do PSD.

“Ficar dentro do PSD a destruir o próprio partido não é bonito”, disse Rui Rio num contra-ataque aos críticos internos num programa da TSF. “Aqueles que discordam, e discordam do ponto de vista estrutural, obviamente que é mais coerente sair.”

Na antena da TSF, o presidente do PSD disse que se pode achar a saída de Santana Lopes incoerente, mas que pelo menos houve “frontalidade” e que agora o seu antigo adversário das direitas está “legitimado para criticar”. Para Rio, quem não concorda deve ter uma atitude idêntica à de Pedro Santana Lopes.

Para Rui Rio, pertencer a um partido é “colaborar e discordar criticamente, mas de forma genuína e real, e não de forma tática”. Por esse motivo, “não é coerente ficar dentro e tentar destruir.

O contra-ataque de Rui Rio serviu ainda para negar que o partido está fragmentado. Em vez disso, o partido tem “algumas vozes que têm um ego superior a qualquer militante anónimo, o que dá a imagem de fragmentado, mas não está“.

Rui Rio provocou e os críticos não demoraram a reagir. Aliás, ainda o programa não tinha sido emitido na íntegra e já Miguel Morgado, deputado e ex-vice-presidente da bancada, escrevia no Twitter que o PSD “não tem donos. Nem pode ser um partido de expulsões, cisões e saídas”.

Segundo o Observador, também o deputado e ex-vice-presidente da bancada Carlos Abreu Amorim acusa o líder do partido de “ignorar o que está em causa no esforço dos instalados do regime em despedir a Procuradora-Geral da República”.

E acrescenta não saber o que é pior: o presidente do PSD “desautorizar o seu próprio secretário-geral” ou “desmentir o melhor ativo do PSD para as Europeias, Paulo Rangel”, numa referência às declarações de Rio sobre Joana Marques Vidal.

Rio contra partidarização da escolha de PGR

Depois de José Silvano e Paulo Rangel terem defendido a recondução de Joana Marques Vidal, Rui rio recusou comentar o assunto e advertiu quem o fez dentro do PSD.

Para o líder social-democrata, “quem é responsável de colocar o problema em cima da mesa é o primeiro-ministro e o Presidente da República. Enquanto eles não colocarem o problema em cima da mesa, eu não coloco o problema em cima da mesa”.

Rui Rio recusa-se a “partidarizar uma nomeação que deve ser tudo menos partidarizada”. “Isto tem de ser feito com elevação e com sentido de Estado.”

O líder do PSD acrescentou que António Costa ainda não lhe pediu opinião e recusou-se a dizer qual é a sua interpretação jurídica da recondução, já que dizer o que acha era “dar 50% do que pode ser a posição do PSD“.

Além disso, Rio revelou que se perder as eleições que irá enfrentar em 2019, não se recandidata. Por outro lado, admite ficar na mesma situação de Passos Coelho: ganhar sem maioria, não ser Governo e ficar na oposição.

“Se ganhar as eleições por largo ou se ganhar por pouco como aconteceu com Pedro Passos Coelho não sendo governo é uma coisa, outra completamente diferente é perder por uma margem substancial. Isto é de La Palice”, afirmou.

Fonte: ZAP

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