Estela Silva / Lusa

Assunção Cristas disse que o voto útil acabou com a chegada do governo de António Costa ao poder. Por isso, defende a líder do CDS-PP, o futuro deve ser pensado de forma coletiva entre todos os partidos à direita – incluindo o recém-anunciado Aliança de Santana Lopes.

“A pressão para alguém ficar em primeiro lugar, para dar força a um partido que é o partido que terá o primeiro-ministro, acabou em 20152, considerou Cristas em entrevista ao jornal Eco divulgada nesta segunda-feira.

“Há um partido que pode ficar à frente de todos os outros ou não, ou vários partidos que acertadamente e concertadamente formam uma maioria. Uma maioria que pode ser de Governo, com dois ou mais partidos no Governo, ou até pode ser de apoio parlamentar”.

Para a líder centrista e tendo em conta que o voto útil acabou, o CDS-PP pode dizer às pessoas que, “se acreditam em nós, podem votar em nós”. “Um voto no CDS é um voto para uma governação de centro direita ou um voto para continuarmos na oposição, se não conseguirmos atingir os tais 116 deputados no centro-direita”, sustentou.

“Nós damos em garantia: o nosso voto não vai servir para viabilizar um governo de António Costa”, reiterou Assunção Cristas.

Também Pedro Santana Lopes, que anunciou recentemente a criação do Aliança, pode contribuir para uma maioria de centro-direita no Parlamento: “Acho que pode contribuir. Veremos. Vai depender de muitas coisas. Mas pode certamente contribuir”, admitiu.

Incêndios impossibilitam maioria absoluta do PS

Na mesma entrevista, Assunção Cristas considerou que com a tragédia dos incêndios de 2017, o governo liderado por António Costa perdeu a oportunidade de atingir uma maioria absoluta na eleições de 2019.

“Em 2017, com a forma absolutamente desastrada e de alguma forma desumana como foi tratado o problema dos incêndios e da tragédia que ocorreu em Portugal, acho que António Costa perdeu a possibilidade de chegar à maioria absoluta. Posso estar errada. É a minha convicção”, disse a líder centristas.

“Há um antes e um depois de 2017. A verdade é que já o vimos mais próximo [da maioria absoluta] e já o vimos mais afastado”, considerou.

Fonte: ZAP

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