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Governo em “estado de alerta” com “Coletes Amarelos” portugueses

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Sebastien Nogier / EPA

Protesto dos “Coletes Amarelos” no sul de França

O Governo está em “estado de alerta” com a manifestação da próxima sexta-feira, sob o lema “Vamos Parar Portugal” e inspirada nos “Coletes Amarelos” franceses.

Ao Público, um membro do Governo admitiu a sua preocupação com a possibilidade de os protestos desta sexta-feira virem a ter uma adesão significativa, nomeadamente na sequência dos protestos dos “Coletes Amarelos” franceses e com a consequente resposta de Emmanuel Macron.

Na prática, o Governo português receia que o facto de o Presidente francês ter cedido a algumas reivindicações dos manifestantes, como aumentar em 100 euros o salário mínimo, possa, eventualmente, levar os portugueses a acharem que vale a pena sair há rua e protestarem, devido ao exemplo do Governo francês que cedeu sob pressão.

Além disso, o Governo teme que a manifestação (independente dos partidos) seja infiltrada por movimentos extremistas e por criminosos comuns e que estes provoquem desacatos, destruição e pilhagens.

As forças policiais têm revelado nos últimos dias algumas informações sobre medidas de segurança que serão adotadas na próxima sexta-feira, um dia de manifestações que a PSP acredita ser “de grande dimensão”.

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), adiantou que todas as folgas e créditos horários dos agentes foram suspensos no dia 21, de forma a conseguir ter espalhado por todo país um efetivo de cerca de 20 mil agentes.

“Vamos ter manifestações de grande dimensão em todo o país e mandam as regras do bom senso ter pessoal operacional”, disse à Lusa o porta-voz da Direção Nacional da PSP, intendente Alexandre Coimbra, na passada sexta-feira.

Esta segunda-feira, a direção nacional da PSP emitiu um comunicado em que adianta estar a preparar um “dispositivo adequado” para sexta-feira, e no qual apela ao respeito pela lei. Além disso, lembra aos promotores das manifestações que “têm de comunicar aos presidentes das câmaras municipais, por escrito e com a antecedência mínima de dois dias úteis, a intenção de realizar a manifestação”.

A PSP apela ainda “a todos os cidadãos que decidam exercer o seu direito de manifestação, que o façam de forma pacífica e em respeito pela lei”.

No apelo inicial do protesto “Vamos Parar Portugal”, os promotores pedem manifestações sem violência, “de forma humana e civilizada” e com “respeito, sem xenofobia e racismo”.

“Somos um dos países que recebe menos e paga mais imposto etc, etc e ficamos caladinhos como sempre. Temos países a receber o dobro de nós, assim que existe algo que não agrade, reclamam, exigem, protestam até serem ouvidos. E nós portugueses? Chega, vamos dizer basta ao aumento de combustíveis, portagens e tudo o resto que está mal”, refere a convocatória inicial.

“Percebam uma coisa, isto não é nenhuma manifestação. Isso já se fazem 200 por ano e nada. Isto é um bloqueio! Protesto! Revolta do povo unido até o povo ser ouvido! Não somos nenhum partido político, nem algo do género. Apenas somos o povo português, que quer um país mais justo”, acrescenta.

Fonte: ZAP

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