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Portugal já não deve ao FMI. Pagamento antecipado poupa 100 milhões de euros

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Rodrigo Antunes / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno, anunciou que Portugal concretiza esta segunda-feira o pagamento do total da dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI), com a liquidação de 4,7 mil milhões de euros.

Numa conferência de imprensa no Ministério das Finanças, em Lisboa, Mário Centeno disse que “é concretizado hoje” o pagamento total do empréstimo ao FMI, que ascende a 28 mil milhões de euros, salientando que as poupanças estimadas com o pagamento antecipado do que faltava, de 4,7 mil milhões, totalizam cerca de 100 milhões de euros.

No total, as poupanças acumuladas ao longo dos últimos dois anos serão de 1,16 mil milhões de euros, adiantou Mário Centeno. O ministro afirmou ainda que o Governo mantém os objetivos para 2018 e 2019 de redução do rácio da dívida no PIB para 121,2% e 118,5%, respetivamente.

De forma a liquidar a dívida ao FMI, Portugal foi ao mercado financiar-se a taxas de juro mais baixas do que aquelas que são cobradas pelo Fundo Internacional. Este processo de pagamentos antecipados surgiu em 2015, como uma estratégia desenhada pelo Governo (PSD/CDS) do então primeiro-ministro Pedro Passos Coelhos, tendo como objetivo travar os custos associados à divida.

O FMI não é mais um credor de Portugal, mas restam ainda dívidas por pagar a instituições como o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e o Mecanismo Europeu de Estabilidade, tal como recorda o Notícias ao Minuto.

No âmbito do resgate financeiro, Portugal recebeu 78 mil milhões, dos quais 26,3 milhões foram emprestados pelo FMI e os restantes mais de 50 milhões pelas outras duas instituições, segundo dados relativos ao mês de novembro divulgados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, sendo este o valor que ainda falta liquidar.

Centeno frisou que o reembolso desta segunda-feira “melhora a sustentabilidade da dívida portuguesa, aumenta a confiança dos investidores em Portugal e otimiza a gestão da dívida pública”, adiantando que continuará a haver uma “importante almofada de liquidez para enfrentar eventuais turbulências no mercado”.

Fonte: ZAP

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