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Montenegro não desiste e acusa Rio de não ter “coragem” para disputar diretas

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José Coelho / Lusa

O ex-líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro

Depois de ter sido recebido em Belém pelo Presidente da República, Luís Montenegro criticou Rui Rio por não ter tido coragem de disputar eleições diretas.

Luís Montenegro encostou Rui Rio à parede com eleições diretas no PSD, mas o atual líder do partido respondeu com um conselho nacional, marcado para a próxima quinta-feira.

O ex-líder da bancada quer ouvir os militantes do PSD, e não apenas uma parte. Para já, segundo o Público, serão ouvidos os conselheiros – os que comparecerem nesta quinta-feira às 17h, no Porto – e que estão a ser o alvo das atenções por parte das distritais que querem destituir Rio, mas também por parte da atual direção. Os opositores a Rio acreditam que a moção de confiança chumba, se o voto for secreto.

Luís Montenegro assumiu o papel de desafiador na sexta-feira, mantendo-o à saída da audiência com o Presidente da República. “Se o conselho nacional ou outro órgão vier a decidir a realização de eleições diretas no PSD, eu sou candidato, obviamente”, afirmou convicto.

Apontando o dedo ao atual líder e acusando-o de não ter “coragem” para disputar diretas, Montenegro afastou outros meios de destituir Rui Rio. “Nunca esteve nos meus propósitos nem moções de censura nem moções de confiança. A opção de ouvir o conselho nacional é única e exclusivamente do doutor Rui Rio, a minha sempre foi ouvir os militantes”, referiu.

Certo é que o tumulto no PSD está a fazer com que Rui Rio perca apoios nas cúpulas das distritais. Este domingo, vários dirigentes ao mais alto nível reuniram-se para trabalharem o que começaram há algumas semanas: a destituição do atual líder.

Há uma semana, o movimento das distritais pôs em marcha a recolha de assinaturas para apresentar uma moção de censura à direção. Agora, juntaram-se mais dirigentes a este grupo, embora tenha caído a moção depois de o presidente do partido ter anunciado a apresentação de uma moção de confiança, apurou o matutino.

No Conselho Nacional têm direito de voto os líderes de distritais (um por cada) e os 70 membros eleitos (através de oito listas) em congresso. Num universo de cerca de 130 membros, é preciso apenas maioria simples para fazer aprovar uma moção de confiança.

Apesar de acreditarem que as contas estão a seu favor, os números podem baralhar-se com o voto secreto. Só na hora o presidente da mesa do conselho nacional, Paulo Mota Pinto, anunciará como se fará a votação: braço no ar ou por escrutínio secreto.

LM, ZAP //

Fonte: ZAP

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