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Governo trava barragem do Fridão. EDP pode vir a receber 200 milhões de euros

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PSD / Flickr

Luis Marques Mendes

O Governo tinha de decidir até 18 de abril sobre a eventual construção da barragem do Fridão, no rio Tâmega. Segundo Luís Marques Mendes, a resposta será negativa e a EDP pode vir a ser indemnizada.

O Governo português já tomou a decisão sobre a barragem do Fridão, no rio Tâmega. Segundo Luís Marques Mendes, a decisão passa por não avançar com o projeto.

“O Governo tem de decidir se avança ou não com a barragem do Fridão até fim de abril. Ao que apurei, a vontade do Governo é não avançar”, disse o comentador no espaço de comentário habitual no Jornal da Noite de domingo da SIC, acrescentando que “falta saber como indemnizar a EDP”.

Em janeiro, João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, tinha revelado que a decisão iria ser tomada até 18 de abril e a “razão principal de fazer ou não fazer a barragem de Fridão tem a ver com o compromisso de atingir determinadas metas de energia renovável até 2030”.

Segundo o Jornal de Negócios, a construção desta barragens está prevista há mais de uma década, no âmbito do Plano Nacional de Barragens. Todavia, a EDP – empresa à qual o complexo hidroelétrico foi concessionado – e o Governo têm adiado a sua concretização.

O ministro acrescentou no Parlamento que a decisão do Governo de não avançar com a barragem implicaria o pagamento “superior a dois milhões de euros” à EDP, que tinha a concessão deste complexo hidroelétrico.

No entanto, uma notícia do Público avança com números muito diferentes e superiores. O jornal refere, citando João Matos Fernandes, que não avançar com a construção da barragem de Fridão significa ter de devolver à EDP os 218 milhões de euros pagos, em 2009, ao Governo de José Sócrates, como contrapartida financeira pela exploração.

A construção desta barragem estava a ser alvo de contestação por parte dos ambientalistas, nomeadamente pelos perigos que poderia representar para a população de Amarante, entre outros impactos.

O Instituto da Água chegou mesmo a fazer estimativas quanto ao impacto de um eventual rompimento da barragem, que poderia levar a que o centro histórico de Amarante fosse atingido por uma onda de 14 metros em apenas treze minutos.

A albufeira da barragem de Fridão afetaria os concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e uma pequena parcela do território de Ribeira de Pena.

“Overdose de familiares no Governo é um abuso”

A entrada da mulher do ministro Pedro Nuno Santos, Ana Catarina Gamboa, para a chefia do gabinete de Duarte Cordeiro só criou polémica porque os dois “são vítimas de overdose de governantes, familiares uns dos outros, que existe neste Governo”.

“Em circunstâncias normais, este caso não era caso. A mulher de Pedro Nuno santos já era chefe de gabinete de Duarte Cordeiro na Câmara de Lisboa. Se Duarte Cordeiro passou para o Governo, era natural que ela o acompanhasse como colaboradora”, afirmou Marques Mendes, considerando, porém, que há uma “overdose de familiares no Governo.”

Para o comentador político, Pedro Nuno Santos e Ana Catarina Gamboa “são vítimas do que José Miguel Júdice aqui disse, há dias, que o que é demais é erro”.

Em relação às declarações do ministro das infraestruturas, nas explicações que deu na sequência da polémica, Marques Mendes afirmou que “mostra coragem. E é de chamar a atenção a António Costa que esta sua tendência para ter governos em circuito fechado só lhe cria problemas. Ganha votos com os passes sociais e perde com a overdose de familiares no Governo”.

Lei de Bases da Saúde é “folclore”

Luís Marques Mendes criticou aquilo que classificou de “manobra tática” destinada a fazer face a um dossiê em que “o Governo está muito desgastado e em grande medida precisa da bênção da esquerda”. “António Costa quer isto apenas para desviar as atenções.”

Para o comentador, o país não precisa “para nada” de uma nova lei de bases, estando apenas a criar uma grande expectativa nas pessoas quando, na prática, “não muda nada”.

É folclore, fica tudo no papel, não altera nada“, quando o que existe é um problema gigante de necessidade de investimento que deveria justificar “um consenso alargado” entre partidos políticos para fazer face aos problemas do Serviço Nacional de Saúde, “uma conquista inestimável” do pós-25 de Abril.

Fonte: ZAP

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