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“Nem daqui a dez anos” será possível devolver tempo integral aos professores

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José Sena Goulão / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, recusou hoje criar ilusões nos professores, considerando que “nem daqui a dez anos” será possível devolver o tempo integral durante o qual as carreiras estiveram congeladas, porque isso “financeiramente não é possível”.

Em entrevista à TVI, António Costa disse que tem “um grande respeito pelos professores” e que sabe “bem como, durante décadas, sucessivos Governo criaram ilusões”.

“E isso eu não faço. Podem votar todos contra mim, olhe, tenho pena”, salientou. “Eu não vou criar ilusões a dizer que vou devolver a integralidade do tempo, porque eu sei que não só não vou eu, como não vai ninguém. E, não vai, não é este ano, nem no próximo, nem daqui a 10 anos, porque financeiramente não é possível fazer isso”, afirmou.

Para António Costa, “não é possível ser justo com os professores e com todas as outras carreiras em circunstâncias idênticas, sem que isso implicasse cortes brutais na despesa ou aumentos gigantescos de impostos”. Portanto, acrescentou, “isso não vai acontecer”.

Eu prefiro falar verdade e dizer que o que nós achamos que é possível é devolver dois anos, nove meses e 18 dias aos professores, o equivalente aos 70% de cada módulo de progressão nas outras carreiras especiais, e prosseguir uma trajetória que o país tem seguido, onde tem conseguido reduzir o défice e a dívida, tem conseguido, pela primeira vez, crescer acima da média europeia e com significativa redução do desemprego”, indicou.

O primeiro-ministro rejeitou ainda que tenha sido propositada a crise política provocada pela ameaça de demissão do seu governo, e salientou que procurou evitar a “crise orçamental” que aconteceria com a aprovação da recuperação integral do tempo de serviço dos professores.

Quem criou esta situação não foi o Governo, quem mudou de posição não foi o Governo”, disse António Costa, acrescentando que um Governo em fim de mandato não pode “estar a comprometer o país desta forma para o orçamento futuro”.

O primeiro-ministro salientou também que, “desde o início da legislatura até hoje, nunca o PEV, BE ou PCP” surpreenderam “com as posições que assumiram”.

Apesar de ter sido questionado várias vezes sobre se os acordos de apoio parlamentar que o PS assinou com estes partidos podem ser mantidos no futuro, António Costa não respondeu diretamente.

Fonte: ZAP

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