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Centeno: “O país nunca esteve tão bem preparado para lidar com uma crise”

Manuel de Almeida / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno, garantiu, esta quarta-feira, que “o país nunca esteve tão bem preparado para lidar com uma crise como esta como hoje”.

“A economia portuguesa está a ser alvo de um choque externo com consequências graves”, começou por dizer Mário Centeno, numa conferência de imprensa transmitida via Twitter. “Temos contudo algumas certezas: tudo faremos para voltar à normalidade e o país nunca esteve tão bem preparado para lidar com uma crise”.

“As medidas tomadas ao longo dos últimos anos permitiram um reforço do SNS e permitiu-nos estar preparados para os desafios que se colocam“, disse, citado pelo Correio da Manhã.

Esta quarta-feira, soube-se também que a economia portuguesa registou um excedente de 0,2% no ano passado. Comparativamente com as outras economias da Europa ocidental, o ministro das Finanças garante que “a economia portuguesa era a que mais crescia”.

“O fecho das contas de 2019 confirma o bom desempenho da economia e das contas externas. A economia cresceu 2,9%, pelo quarto ano consecutivo acima da média da zona euro”, disse, citado pela Sábado.

Na sua ótica, isto “demonstra a dinâmica que a economia portuguesa tinha e que foi agora abruptamente interrompida” pelo surto do novo coronavírus. Centeno reconhece ainda que a pandemia de Covid-19 terá “consequências graves”, não só em Portugal, mas em todo o mundo.

Mário Centeno respondeu às perguntas dos jornalistas através de videoconferência.

Neste panorama de crise iminente, o também presidente do Eurogrupo prevê uma “queda acentuada da atividade económica no segundo trimestre do ano”, que se deverá prolongar até ao fim de 2020.

O boletim divulgado pela Direção Geral de Saúde (DGS) nesta quarta-feira dá nota de 2995 infetados, mais 633 casos relativamente a terça-feira. Um aumento de cerca de 27%, com o norte a manter-se na frente com o maior número de casos, com 1517, seguindo-se a zona de Lisboa com 992.

O número de mortes subiu de 22 para 43, com destaque para a zona norte, com 20 falecimentos. A zona centro tem 10 mortes e a zona de Lisboa tem 12.

Fonte: ZAP

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