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Somos “extraordinários” nas crises e “medíocres” na normalidade. Paraministro planeia “transformação” do país

José Sena Goulão / Lusa

O economista António Costa e Silva

“Uma transformação” e não “uma revolução”. É o que promete o paraministro de António Costa que está a delinear o plano de recuperação do país para o pós-pandemia de covid-19. António Costa e Silva revela que um dos pilares do “plano financeiro” é “o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O plano que Costa e Silva está a delinear com o Governo passa por fomentar “uma transição” para proteger a economia a curto prazo e para a deixar mais “forte e preparada” a longo prazo. Declarações prestadas pelo novo consultor de António Costa em entrevista à TSF.

O líder da Partex aponta como principais focos do programa o investimento no SNS, a transição digital, a modernização de infraestruturas e o apoio às empresas.

“O plano financeiro não será desenhado por nós, mas um dos pilares do programa é o investimento no SNS”, aponta Costa e Silva, falando de uma “questão emblemática” e fundamental depois de ter havido uma “resposta extraordinária” durante a pandemia.

“Ao nível das políticas económicas temos de avançar e avançar muito”, diz ainda o consultor, realçando que “por vezes temos belas ideias, mas depois falham aquilo que os economistas designam como os ‘design mechanisms’, como é que vamos desenhar os projectos para fazer o mercado funcionar ao serviço da maioria“. “Esses são grandes desafios que temos à nossa frente”, constata.

Costa e Silva diz ainda que Portugal “não deve ter uma visão estatista da economia”, mas lembra que vivemos um período anormal e que “se o Estado não intervém na economia, esta entra em coma e há muitas empresas que desaparecem“.

“O país tem um problema recorrente e estrutural de produtividade e podemos aumentar muito a produtividade com as competências digitais“, sustenta ainda, frisando que a ideia da transição digital tem de chegar a todo o país.

“Temos de mudar a nossa abordagem em relação às pessoas, não podemos prescindir das pessoas e temos de olhar para as pessoas dos vários sectores e qualificá-las e as competências digitais são fundamentais”, acrescenta, defendendo a transição digital na Administração Pública.

Costa e Silva fala ainda da criação de um portal na Administração Pública que indique para onde é que o dinheiro vai e como é que está a ser aplicado.

O líder da Partex revela também que se está a estudar a hipótese de criar um fundo público ou um banco promocional para criar um mercado de capitais no país.

O paraministro de Costa considera igualmente que “o povo português é absolutamente extraordinário a responder às situações de anormalidade, reinventa-se, improvisa, é capaz de ser criativo”, mas “depois quando regressamos à normalidade, somos muito medíocres e é isso que nos perde”, constata.

“Era bom que toda a capacidade que demonstrámos na resposta à crise se mantivesse para conseguir transformar a economia”, conclui.

Fonte: ZAP

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