Nuno Veiga / Lusa

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa (E), conversa com o presidente do Grupo Parlamentar do partido, João Oliveira (C), e o deputado António Filipe

Apesar da abstenção na votação inicial, o PCP anunciou que vai votar contra o Orçamento Suplementar na votação final marcada para esta sexta-feira.

“Concluída a votação na especialidade verifica-se que os aspetos negativos da proposta do Governo se mantém, e mantém-se o desequilíbrio entre os benefícios e privilégios ao capital e a falta de resposta aos problemas dos trabalhadores“, disse o deputado João Oliveira em conferência de imprensa.

Os comunistas entendem que o texto final da proposta orçamental está “claramente inclinado para o lado dos interesses do grande capital” e contribui para a “desigualdade e injustiça na repartição do rendimento nacional entre capital e trabalho”.

“O PCP votará contra o Orçamento Suplementar na votação final global por considerar que é um Orçamento claramente inclinado para o lado dos interesses do grande capital, constituindo-se como um instrumento de uma ainda mais acentuada desigualdade e injustiça na repartição do rendimento nacional entre capital e trabalho”, disse João Oliveira, citado pelo Jornal Económico.

O PCP está, assim, insatisfeito com a versão final da proposta do Orçamento Suplementar, embora integre nove das propostas de alteração feitas pelo partido chefiado por Jerónimo de Sousa.

“O PCP não aprova um Orçamento que consagra o prolongamento do corte de salários a centenas de milhares de trabalhadores, que podem chegar ao fim do ano com a perda acumulada de dois ou três salários, ao mesmo tempo que se canalizam milhões e milhões para o grande capital”, atirou ainda João Oliveira.

Fonte: ZAP

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