Rodrigo Antunes / Lusa

O primeiro-ministro mostrou-se esta segunda-feira otimista sobre o acordo europeu alcançado esta madrugada para o fundo de recuperação da Europa no período pós-covid, indicando que as negociações do Fundo de Recuperação garantem um apoio de 15,3 mil milhões de euros para Portugal a fundo perdido.

“Acho que é um bom acordo. Ficou no limite do que seria um acordo robusto para responder a esta primeira fase da crise”, declarou António Costa em declarações aos jornalistas em Bruxelas, transmitidas pela SIC Notícias.

“Na combinação entre empréstimos e subvenções acho que ficaremos com um fundo que terá 700 mil milhões de euros“, explicou o primeiro-ministro, dos quais 390 mil milhões serão subvenções. “Qualquer ajuste que haja será para cima”, acrescentou.

“É, de qualquer forma, um passo histórico ser constituído um fundo desta natureza”.

Apesar de frisar que o acordo não está ainda fechado, Costa mostrou-se otimista:  “Algo que é importante é que nesta redução significativa do montante global do fundo foi possível proteger, no essencial, aquilo que eram os envelopes nacionais”.

E continuou: “Salvo alguma peripécia da tarde de hoje, aquilo com que podemos contar é relativamente ao Fundo de Recuperação no que respeita a Portugal, nas suas diferentes dimensões, com uma verba de 15,3 mil milhões de euros, que têm execução prevista entre janeiro de 2021 e 2026”, explicou o primeiro-ministro.

“É uma verba que nos impõe uma enorme responsabilidade, porque acresce à conclusão do atual Portugal 2020, como acresce ao futuro quadro financeiro plurianual, portanto dá uma oportunidade muito significativa ao país para poder responder com energia à crise”.

O Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas desde sexta-feira procura encontrar um acordo para o relançamento europeu após a crise da covid-19.

As reuniões decorrem já há quatro dias, levando ao adiamento do debate do estado da nação. Previsto para quarta-feira no parlamento, o debate foi adiado por dois dias para sexta-feira de manhã, disseram à Lusa fontes parlamentares.

O semanário Expresso, que avançou com a notícia, afirma que este pedido de adiamento se relaciona com o Conselho Europeu, em Bruxelas, em que participa o primeiro-ministro, e que decorreu este fim de semana e poderá terminar apenas na terça-feira.

O debate do estado da nação, com que a Assembleia da República encerra o ano parlamentar desde 1993, realiza-se na sexta-feira de manhã.


Fonte: ZAP

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