António Cotrim / Lusa

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira

Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, não tem duvidas de que o crescimento económico é o segredo e é para isso que os países estão a mobilizar recursos.

A economia caiu mais do que a média da zona euro, com o PIB a recuar 16,5% no segundo trimestre, em comparação com o ano passado. Em entrevista à RTP, o ministro Pedro Siza Vieira considerou que chegar ao fim do ano com 9% não seria o pior que podia acontecer.

“Admitimos que a quebra do PIB no final do ano possa ser de 9%. Chegar ao fim do ano com 9% significa que o ritmo de recuperação vai ser relativamente menor. Temos de verificar qual vai ser o comportamento da economia. Durante o segundo trimestre, o PIB português caiu 8,3 mil milhões de euros. Amortecemos este choque com cerca de 10 mil milhões”, explicou, citado pela TSF.

Ainda assim, não restam dúvidas de que o crescimento económico é a melhor forma de sair desta crise desencadeada pela pandemia e é para este objetivo que todos os países estão a mobilizar recursos.

“Daqui até ao final do ano, empresas com quebras de faturação vão ter apoios. A melhor maneira de sairmos desta crise é o crescimento económico, aquilo que importa é que as pessoas voltem, com prudência, a consumir e isto já está a acontecer. As pessoas estão a voltar a circular, a consumir e a aumentar a atividade económica”, disse.

Sobre os prejuízos do Novo Banco, Pedro Siza Vieira garantiu que o Estado não vai injetar mais capital no banco este ano.

O Novo Banco fechou este primeiro semestre de 2020 com um prejuízo de 555 milhões de euros, um agravamento de 38,8% face ao mesmo período de 2019. Em causa está ainda o legado deixado pelo BES, que fará com que o banco faça uma nova chamada de capital de, pelo menos, 176 milhões de euros.


Fonte: ZAP

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