José Sena Goulão / Lusa

Na altura em que João Leão assumiu a pasta das Finanças, apenas um membro da equipa de Mário Centeno abandonou o Terreiro do Paço. No entanto, em pouco mais de dois meses, já quase toda a equipa foi substituída.

Todos os adjuntos, que já vinham da equipa de Mário Centeno, saíram e alguns técnicos especializados também. Em cerca de dois meses, o novo ministro das Finanças já perdeu quase toda a equipa com que iniciou o mandato, escreve o jornal ECO.

Esta quarta-feira, Carlos Domingues assume funções como novo chefe de gabinete. João Leão recrutou um velho conhecido, já que este era o seu antigo chefe de gabinete na altura em que era secretário de Estado do Orçamento.

João Leão assumiu funções no dia 15 de junho e herdou uma grande parte da equipa de Mário Centeno. Na altura, apenas Gonçalo Grade Ribeiro abandonou o Terreiro do Paço aquando da saída do “Ronaldo das Finanças”. Todavia, bastaram pouco mais de dois meses para a maioria da equipa seguir o mesmo destino.

O chefe de gabinete e os quatro adjuntos já cessaram funções, realça o ECO. Os dois assessores de imprensa, Mónica Paredes e Miguel Pinto, também saíram.

Apenas a saída da adjunta Teresa Henrique foi publicada em Diário da República. Enquanto uns saíram para ocupar outros cargos, há situações em que não é oferecida explicação para a saída da pasta das Finanças.

Débora Rodrigues, por exemplo, saiu para ocupar o cargo de adjunta do gabinete de apoio à presidência da Câmara Municipal de Almada.

O ECO sabe que João Leão está em contactos para contratar um economista e um jurista para ajudar a suprir as falha.

Desde a sua nomeação, o ministro perdeu alguns poderes e está em risco de perder ainda mais. Para além da perda de poder na gestão dos fundos europeus, João Leão pode também perder a gestão de uma parte do património público.

Estas alterações confirmam uma mudança na dinâmica de poderes políticos do Governo. Agora, com a saída de Mário Centeno, há mais Economia e menos Finanças. Pedro Siza Vieira ascendeu a número dois de António Costa e, com isso, ganhou mais preponderância no Executivo.


Fonte: ZAP

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