Miguel A. Lopes / Lusa
O chefe do Estado Maior do Exército (CEME), o general Rovisco Duarte, demitiu-se nesta quarta-feira, dois dias após a tomada de posse do novo ministro da Defesa
A notícia, inicialmente avançada pela TVI24, é agora confirmada pela Presidência da República, que através do seu site, dá conta que o Presidente da República recebeu esta quarta-feira por carta o pedido de demissão do general Rovisco Duarte.
Na mesma nota lê-se que Marcelo Rebelo de Sousa “recebeu hoje uma carta do general Francisco José Rovisco Duarte, que, invocando razões pessoais, pede a resignação do cargo chefe do Estado-Maior do Exército”.
“A carta foi transmitida ao Governo, a quem compete, nos termos constitucionais e da lei orgânica das Forças Armadas, propor ao Presidente da República a exoneração de chefias militares, ouvido o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas”.
Em comunicado, o Ministério da Defesa anunciou já ter iniciado o processo de substituição.
A demissão do chefe do Estado Maior do Exército surge depois da saída de Azeredo Lopes, que tutelava a pasta de Defesa. O ministro foi substituído por João Gomes Cravinho, que tomou posse há apenas dois dias.
Rovisco Duarte foi empossado em abril de 2016. Foi chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército, entre fevereiro de 2010 e novembro de 2012, passando em seguida para as funções de diretor coordenador do Estado-Maior do Exército, até setembro de 2013.
Em outubro de 2013, assumiu as funções de Comandante do Comando de Instrução e Doutrina, até julho de 2015, desempenhando nessa qualidade um papel relevante na execução da reforma do ensino não superior militar promovida pelo anterior ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.
Rovisco Duarte foi nomeado após a demissão do general Carlos Jerónimo, na sequência de uma polémica com o ministro da Defesa, devido a declarações do subdiretor do Colégio Militar sobre a forma como a instituição gere situações de exclusão entre alunos por razões de orientação sexual.
Fonte: ZAP


