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Portugal invadiu mesmo o espaço aéreo da Finlândia, mas foi sem querer

FAP – Força Aérea Portuguesa

Caças Lockheed Martin F-16 da Força Aérea Portuguesa

A Força Aérea portuguesa confirma que um avião da frota que está em acção na Polónia, no âmbito de uma missão da NATO, entrou “inadvertidamente no espaço aéreo da Finlândia” cerca de 500 metros, após uma correcção de rumo.

“Uma aeronave da Força Aérea, destacada na Polónia no âmbito da operação Assurance Measures da NATO, entrou inadvertidamente no espaço aéreo da Finlândia” nesta segunda-feira, 01 de Abril, “ao final da manhã”, conforme se refere num comunicado.

A nota da Força Aérea explica que a missão decorria no Mar Báltico, entre a Estónia e a Finlândia, quando a tripulação do P-3C CUP+ efectuou uma “correcção de rumo e não conseguiu evitar que o raio de volta ultrapassasse em cerca de 0,3 milhas náuticas (500 metros) o limite do espaço aéreo daquele país”.

A Força Aérea lamenta o sucedido, explicando que não se tratou de uma acção premeditada, mas sim de uma “consequência de uma manobra em voo”.

“Esta informação foi transmitida às autoridades finlandesas”, destaca-se também no comunicado.

O Ministério da Defesa da Finlândia, país que não integra a NATO, anunciou nesta terça-feira que um avião de vigilância português violou o seu espaço aéreo e que o incidente já tinha sido comunicado às autoridades portuguesas.

Uma porta-voz da Defesa finlandesa, Niina Hyrsky, afirmou também que a situação estava a ser investigada pela guarda costeira finlandesa, em conjunto com as autoridades portuguesas.

“A Finlândia é um país amigo e naturalmente que, se há qualquer dificuldade, qualquer problema, nós investigamos o assunto em conjunto”, referiu o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, à margem da conferência “O Papel das Forças Armadas no Portugal do Século XXI”, integrada nas Jornadas Descentralizadas de Segurança e Defesa Nacional, que decorrem na Universidade do Algarve, em Faro.

“Nós temos F-16 e um P3 que estão colocados na Polónia e que estão integrados em missões da NATO, de policiamento do Mar Báltico“, acrescentou o governante, antecipando que “pela localização geográfica”, o incidente poderia “ter alguma coisa a ver com um desses” aviões.

Fonte: ZAP