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Professores querem voltar à mesa de negociações

Rodrigo Antunes / Lusa

Esta segunda-feira, os professores entregaram uma carta aberta na qual manifestam total disponibilidade para a reabertura de negociações com a tutela.

A plataforma das dez organizações sindicais de professores que promovem a greve às avaliações entregou esta segunda-feira uma carta aberta manifestando “total disponibilidade” para a reabertura de negociações com a tutela para a recuperação do tempo de serviço.

“Nós entregámos a carta porque o ministro tem repetido que está disponível para negociar. Nós também estamos”, disse Mário Nogueira, porta-voz da plataforma das 10 estruturas sindicais, depois de entregar a carta a uma assessora de Tiago Brandão Rodrigues.

Mário Nogueira sublinhou ainda que o ministro “tem mandado recados pela comunicação social e diz na Assembleia da República que quer negociar, mas depois esquece-se que tem de enviar uma convocatória, que é um ato indispensável para o arranque das negociações”.

Os professores querem voltar à mesa de negociações e voltar a colocar em cima da mesa a questão da contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira, exigindo a contabilização dos nove anos, quatro meses e dois dias em que tiveram a carreira congelada.

Do lado contrário, o do Governo, a proposta não chega aos três anos e recuperação de tempo de serviço.

Mas os sindicatos não ficam por aqui e querem ainda negociar regras específicas de aposentação dos docentes, assim como medidas que permitam rejuvenescer a profissão e conferir estabilidade aos precários. A regularização dos horários de trabalho e a garantia de “concursos justos e transparentes” são outras das matérias que pretendem discutir.

Três semanas depois de greve às avaliações, com uma adesão que tem ultrapassado os 90%, os professores iniciam hoje mais uma semana de greve, marcada agora pela definição de serviços mínimos para as reuniões dos 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.

O colégio arbitral decidiu decretar serviços mínimos para estes três anos de escolaridade, tal como pedido pelo ministério, que justificou a sua necessidade com o facto de estes alunos realizarem provas ou exames nacionais e precisarem, por isso, das notas internas.

Fonte: ZAP