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PS continua em queda (e “se não mudar, pode dizer ‘bye bye’ à maioria absoluta”)

Mário Cruz / Lusa

O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, com o presidente do PS, Carlos César

O PS está há quatro meses consecutivos a cair nas intenções de voto dos portugueses, conforme se conclui pela sondagem revelada esta segunda-feira. Um sinal de que o “Governo está esgotado”, segundo Marques Mendes, que avisa que se o PS não criar “causas novas”, pode “dizer ‘bye bye‘ à maioria absoluta”.

A sondagem da Aximage realizada para o Correio da Manhã e para o Jornal de Negócios coloca o PS com 37% das intenções de voto dos inquiridos, ou seja, menos sete décimas relativamente ao mês passado, e quase sete pontos percentuais abaixo dos números de há um ano, quando somava 43,7%.

Apesar disso, o PS continua à frente do PSD que soma menos 9 pontos percentuais, com 27,8% das preferências de voto, ligeiramente mais do que os 27,6% de há um mês.

O Bloco de Esquerda é o partido que mais recupera, conseguindo agora 10,2% das preferências de voto, mais 0,3 décimas do que há um mês. Já a CDU, a coligação entre PCP e Os Verdes, desce cinco décimas relativamente a Maio, somando 7,2%, enquanto o CDS-PP cai quatro décimas, situando-se nos 6,3%.

Estes números foram antecipados por Marques Mendes no seu habitual espaço de comentário na SIC, onde o ex-líder do PSD constatou que “pelo andar desta carruagem, se o PS não muda de comportamento pode dizer ‘bye bye‘ maioria absoluta”.

Para Marques Mendes, o PS tem, neste momento, “casos a mais e causas a menos”, sendo afectado pelos processos judiciais de José Sócrates e de Manuel Pinho, e pelas polémicas com os professores e os enfermeiros.

Além disso, “acabaram as causas da devolução de rendimentos, de redução do défice, e do crescimento económico; e não foram geradas novas causas”, aponta Marques Mendes.

“A sensação que há é que o Governo está esgotado”, refere o comentador político, notando que dá ideia de que “não tem objectivos”, nem “desafios”, nem tão pouco “uma agenda mobilizadora”. “Ora, isto pode dar para ganhar, mas não dá para maiorias absolutas”, conclui o ex-líder do PSD.

Fonte: ZAP