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PSD admite aumento do salário mínimo a meio de 2021

António Cotrim / Lusa

Os deputados Duarte Pacheco, Duarte Marques (PSD)

Caso a recuperação da economia o permita, o deputado social-democrata Duarte Pacheco admite um eventual aumento do salário mínimo nacional em meados de 2021.

Em entrevista ao ECO, Duarte Pacheco disse não ter dúvidas que o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) será viabilizado em Parlamento. Embora o PSD seja contra o aumento do salário mínimo nacional em janeiro, o deputado social-democrata admitiu um eventual aumento em meados do próximo ano, caso a recuperação da economia o permita.

“Todos achamos que o salário mínimo em Portugal é extremamente baixo. Não há uma pessoa que possa dizer o contrário de forma séria, nomeadamente num partido que tem raiz social-democrata. O ideal era conseguir aumentá-lo. Se a economia está a crescer, se há um aumento de produtividade, se os mercados estão a absorver a nossa produção, se os lucros crescem por essa via, é normal que isso possa refletir-se naqueles que contribuem para o aumento dessa riqueza que são os trabalhadores e, portanto, o salário mínimo deve ser aumentado acompanhando a produtividade ou até acima desta em alguns casos”, disse Duarte Pacheco.

Ainda que possa parecer contraditório dizer que as empresas vão passar por grandes dificuldades, mas acreditar que essas mesmas empresas vão ter condições para pagar mais aos seus trabalhadores, o deputado do PSD acredita que é possível.

“Se chegássemos ao segundo trimestre e ao terceiro trimestre e a economia está a recuperar, sentimos que felizmente vencemos a batalha da pandemia e que estamos a voltar a crescer ao ritmo que todos desejamos, vamos dizer que está na hora de beneficiar todos com essa recuperação, nomeadamente ao nível dos salários e das pensões. Agora no momento em que dizemos que as empresas estão com a corda na garganta é que parece um bocadinho surreal”, explicou.

Em relação ao OE2021, Duarte Pacheco defende que o Governo tem de se mostrar flexível: “O dr. António Costa não obteve maioria absoluta. Os portugueses não atribuíram maioria absoluta ao PS e, portanto, tem de perceber que tem de negociar com partidos. Não pode dizer que é assim ou vou-me embora”.

O Governo colocou os partidos entre a espada e a parede para que se consiga a aprovação do Orçamento. Duarte Pacheco salientou que os parceiros do Governo, BE, PCP, PEV e PAN, têm de ser realistas nas suas exigências.

Questionado sobre se prefere um OE2021 viabilizado pelo PSD ou um Orçamento a duodécimos no próximo ano, Duarte Pacheco mostrou-se confiante de que o documento “vai ser aprovado à esquerda”.


Fonte: ZAP