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Restauração e hotelaria criticam medidas do Governo e preveem “colapso”

Miguel A. Lopes / Lusa

Tanto o setor da restauração como o da hotelaria consideram que as novas medidas impostas pelo Governo para o estado de emergência são um “grande golpe”.

Entre outras medidas do estado de emergência, o Governo impôs um recolher obrigatório nos dois próximos fins de semana, a partir das 13h. Esta particular limitação preocupa imenso o setor da restauração e da hotelaria, que classificam como um “grande golpe”.

Citada pelo Expresso, a Associação Nacional de Restaurantes diz que “será necessário um montante colossal” para evitar “a hecatombe”. A associação acusa o Governo de paralisar “quase por completo” um setor já “à beira da bancarrota” e defende a criação de um gabinete de crise para acompanhar a atividade.

“Os restaurantes mantêm-se abertos, mas completamente vazios, pois a ordem é para os portugueses ficarem em casa e, nos próximos fins de semana, os restaurantes continuarão abertos, mas só com entregas ao domicílio”, explicou a Associação Nacional de Restaurantes em comunicado.

Por sua vez, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considerou “absolutamente insuficientes” os subsídios e crédito a fundo perdido às empresas. A associação argumenta que os novo apoios decididos pelo Governo ficam “muito aquém” daquilo que considera suficiente para que as empresas mais afetadas evitem insolvências e despedimentos coletivos.

“A grave crise económica e financeira que assola as empresas da restauração e bebidas e do alojamento turístico exige a implementação de medidas excecionais que garantam a sua sobrevivência e a manutenção dos postos de trabalho”, lê-se no comunicado divulgado pela AHRESP e citado pelo Expresso.


Fonte: ZAP