Logo paivense
Logo paivense

Segurança das agressões no Urban é um dos detidos dos Hells Angels

Vários dos detidos na mega-operação que envolve elementos do grupo Hells Angels têm cadastro e já foram condenados por crimes de discriminação racial e por agressão. Entre eles está um segurança do Urban Beach e um dos condenados pelo homicídio do cabo-verdiano Alcindo Monteiro em 1995.

Nuno Monteiro, um 59 dos detidos da operação em torno dos motociclistas Hells Angels, cumpriu 18 anos de prisão pelo homicídio de Alcindo Monteiro, o cabo-verdiano morto à pancada no Bairro Alto, a 10 de Junho de 1995, por um grupo de skinheads.

Segundo revela o Diário de Notícias, entre os 59 detidos há outros skinheads, como é o caso de Eduardo Pereira, mais conhecido por “Rambo”, que é arguido em casos de discriminação racial.

Estes dois homens pertenciam ao grupo de skinheads liderado por Mário Machado que também foi condenado pelas agressões no Bairro Alto.

Outro dos Hells Angels detidos é o segurança do Urban Beach que foi apanhado num vídeo a agredir dois homens, à porta da discoteca, a 1 de Novembro de 2017, segundo avança o jornal Sol. O caso levou ao encerramento da discoteca.

Também foram detidos seis estrangeiros que tinham mandados de detenção europeu, devido a crimes cometidos nos seus países de origem, e que se encontravam escondidos em Portugal, como avança o Sol.

A disputa pelo poder e pelo domínio do território da segurança da noite, que encobre operações de tráfico de armas, droga e mulheres, transferiu-se dos gangues de skinheads para os motards, depois de o ex-líder dos Hammerskins, Mário Machado, ter criado a facção portuguesa dos Los Bandidos, inimigos dos Hells Angels a nível internacional.

Esta segunda-feira, a poucos dias do encontro internacional de motards em Faro, a PJ quis prevenir novos confrontos entre os dois gangues, tendo lançado uma mega-operação em vários pontos do país contra os Hells Angels, que envolveu 400 inspetores e 80 mandados de busca.

O interrogatório judicial aos elementos detidos recomeçou este sábado, pelas 10:30 no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, onde deverão ser hoje ouvidos 30 dos 58 arguidos, disse um advogado.

Na sexta-feira foram ouvidos os primeiros 20 arguidos, num interrogatório que terminou pelas 20:40 horas. Nenhum prestou declarações sobre os factos que lhes foram imputados pelo Ministério Público (MP), segundo várias fontes da defesa.

Os arguidos estão indiciados por associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e tráfico de droga.

Fonte: ZAP