Início Agricultura Depois dos lesados do BES, protestam os “lesados pelos javalis”

Depois dos lesados do BES, protestam os “lesados pelos javalis”

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Os “lesados pelos javalis”, como se auto-denominam agricultores de vários municípios da região Centro cujas plantações têm sido destruídas por estes animais selvagens, manifestaram-se em Coimbra, para exigir ao Estado indemnizações pelos prejuízos.

Num movimento que faz uma referência directa aos lesados do BES, que têm realizado vários protestos, agricultores que se sentem prejudicados pelos javalis organizaram uma manifestação nesta quarta-feira, 17 de Abril, junto às instalações da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, em Coimbra.

Após intervenções de dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), uma delegação dos manifestantes entregou ao director regional, Fernando Martins, uma exposição em que reclamam do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural uma “resposta favorável” no prazo de um mês.

Os agricultores também entregaram a este responsável um abaixo-assinado, onde exigem “ser ressarcidos dos prejuízos na agricultura provocados por animais”. O documento reúne cerca de 300 signatários, segundo Isménio Oliveira da Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO), associada da CNA.

“Estes animais, sobretudo os javalis, estão a destruir as culturas agrícolas de centenas de explorações”, disse aos jornalistas o dirigente da CNA João Dinis.

Os produtores “não são inimigos dos veados, javalis e corças, nem dos caçadores”, mas recusam ser “obrigados a ter de alimentar” os animais, acentuou o dirigente, frisando que cabe ao Estado ressarcir os agricultores.

“Há populações destes animais fora de controlo em certas regiões”, segundo os manifestantes que pedem a intervenção do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, do Ministério da Agricultura e do Governo.

João Dinis considerou ainda que “até o Presidente da República“, Marcelo Rebelo de Sousa, “que anda sempre a deslocar-se pelo interior, pode ter uma palavra” para que o problema seja resolvido.

Fica ainda o alerta de que há “o perigo real de se precipitarem problemas graves” na sanidade de animais domésticos, como os porcos, “com destaque para a peste suína africana, a partir dos javalis”.

Deste modo, os manifestantes exigem “o controlo da densidade, capacidade reprodutiva e mobilidade das populações destes animais selvagens”, com elaboração “urgente, mas participada”, de planos públicos de contingência.

Na organização da manifestação, estiveram igualmente envolvidas a União dos Agricultores do Distrito de Leiria e a Associação dos Baldios e Agricultores da Região de Viseu.

Fonte: ZAP

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