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O pequeno Salvador já respira sozinho

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O pequeno salvador, que nasceu na semana passada depois de a sua mãe em morte cerebral ter sido mantida em suporte orgânico de vida até às 32 semanas de gestão, evolui favoravelmente e “está já em ventilação espontânea, sem necessidade de oxigénio suplementar”.

A criança, agora com sete dias de vida, já respira sozinha, informou, esta terça-feira, a direção clínica que acompanhou a evolução da gravidez da mãe em morte cerebral desde dezembro ao semanário Expresso.

Em comunicado citado pelo jornal, o Hospital São João, no Porto, refere que o comportamento neurossensorial do bebé é “adequado à sua prematuridade”. O bebé tem sido acompanhado pela família, que “está a par de toda a sua evolução clínica”, avançou a mesma equipa médica sem adiantar, quando é que a criança deixará o hospital.

O bebé nasceu na passada quinta-feira com cerca de 1,6 quilos e 40 centímetros. Por ter tido dificuldades respiratórias, o bebé teve de ser ligado a ventiladores, estando a evoluir favoravelmente “dentro do quadro de um bebé prematuro”.

“O bebé nasceu bem e nasceu com a necessidade de suporte de respiração, o que costuma acontecer em bebés prematuros (…) A criança nasceu de cesariana. O Salvador nasceu com 1,7 quilogramas, o que é um peso muito bom para uma criança nestas circunstâncias”, disse Hercília Guimarães, neonatologista, no dia do nascimento.

De acordo com o Jornal de Notícias, a mãe da criança, de 26 anos, teve um ataque de asma e ficou em morte cerebral quando estava com 12 semanas de gravidez, tendo sido mantida em suporte orgânico de vida até a criança atingir as 32 semanas de gestação.

Este é o segundo bebé a nascer em Portugal com uma mãe em morte cerebral. O primeiro, Lourenço, nasceu em 2016 no Hospital de S. José, em Lisboa, depois de a respetiva comissão de ética ter concordado manter a mãe ligada às máquinas até às 32 semanas de gravidez. Naquele caso, o feto sobreviveu 15 semanas na barriga da mãe que estava em morte cerebral depois de ter sofrido uma hemorragia intracerebral, tendo sido o período mais longo alguma vez registado em Portugal.

Fonte: ZAP

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