O preço médio por metro quadrado das casas em Portugal subiu 17% no espaço de um ano. No norte do país, os valores aumentaram mais de 28% no primeiro trimestre de 2019.

Ao longo dos últimos meses, o preço das casas tem vindo a aumentar, e desde 2010 que não havia tantos empréstimos para a compra de habitação. Em comparação com o período homólogo, o valor do metro quadrado das casas subiu 17% nos primeiros três meses de 2019, atingindo os 1.849 euros.

O norte do país foi o mais afetado pela subida dos preços, com o valor médio por metro quadrado a aumentar 28%, atingindo uma subida recorde nos primeiros três meses do ano. Comparativamente ao ano passado, o metro quadrado das casas vendidas no Porto aumentou 4,6%.

Contudo, este não é um fenómeno localizado e a subida de preços registou-se praticamente no país inteiro. O segundo maior aumento verificou-se na Madeira, com um aumento de 3,7% em relação ao 2018.

A capital portuguesa também não foi exceção, com o valor do metro quadrado a subir 2,8% em relação ao ano anterior. Segundo o Observador, Lisboa não registou o maior aumento, mas lidera com o preço mais elevado, já que cada metro quadrado custa 2.637 euros (ou 3.002 euros, de acordo com o Jornal de Negócios).

Em sentido inverso, as casas usadas na região Centro e Região Autónoma dos Açores desvalorizaram 4,7% e 5,7%, respetivamente. O valor por metro quadrado nos Açores é de 849 euros, representando a região com os preços mais baixos em todo o país.

Mais especificamente, o sítio onde se pode comprar casa pelos preços mais baixo é no distrito da Guarda, onde o metro quadrado ronda os 615 euros. O Jornal de Negócios informa ainda que, segundo os dados da plataforma imobiliária Idealista, o preços das casas vendidas em Portugal tem subido ininterruptamente desde janeiro de 2016.

Adicionalmente ao elevado preço da habitação em Portugal, o Governo está a preparar também um aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis, a partir de janeiro do próximo ano.

A Autoridade Tributária irá reavaliar o coeficiente de localização dos prédios até ao final do mês de agosto. A ideia é equiparar o valor patrimonial tributário das casas a 85% do preço médio de mercados na zona. Com o aumento do preço das casas, o mais provável é que a revisão do coeficiente leve a um aumento do IMI.

Fonte: ZAP

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