Ainda há zonas onde é possível comprar uma casa abaixo dos três dígitos e onde o rácio entre o preço do imóvel e o vencimento é de apenas três ou quatro vezes.

De acordo com o gabinete de estudos do Imovirtual, portal de busca de imóveis, para encontrar os locais mais acessíveis para se investir numa casa para morar é preciso ir às ilhas ou ao interior do país.

Na Calheta (São Jorge, Açores), um imóvel para habitação custa, em média, menos de 50 mil euros. Como o rendimento médio anual é de 13.293 euros, uma casa vale 3,71 vezes o rendimento – 371% do salário. “Uma casa nos Açores é ainda mais acessível do que se possa pensar”, refere a equipa do Imovirtual, que coloca as Lajes do Pico em segunda posição neste ranking, e Angra do Heroísmo e Praia da Vitória em sexto e sétimo lugares.

O pódio da acessibilidade fecha-se com Portalegre, no interior alentejano, que ocupa a terceira posição, e onde uma casa, já na faixa dos 85 mil euros, vale 4,7 vezes o rendimento médio anual. Castelo Branco, Beja, Guarda e Bragança, também cidades do interior, estão também entre as posições cimeiras, de acordo com o Diário de Notícias.

Por oposição, Lisboa, Faro e Porto são as cidades onde o preço das casas está mais desajustado dos rendimentos da população, com a capital do país a revelar-se bastante acima do segundo lugar menos acessível para comprar uma casa.

Para se adquirir um imóvel para habitação em Lisboa, são precisos 577 mil euros. Numa cidade em que o salário anual médio é de 25.169 euros, a casa vale 22,95 vezes o rendimento anual de um cidadão. São quase vinte vezes mais do que na Calheta, o concelho mais barato do país.

Em Faro, a casa vale 1325% do rendimento, estando os imóveis avaliados em pouco menos de 250 mil euros.

Em relação ao investimento em imobiliário, é a Calheta, na Madeira, que vence como “o melhor local para os investidores focarem a sua atenção, com os preços das casas a aumentarem uns massivos 1231,57% apenas em doze meses”. Évora segue em segundo lugar, com um aumento de 1204% em 2018 e 2019 e, na terceira posição, Vila do Porto, nos Açores, “que também merece atenção se o investimento for um dos aspetos importantes da compra de casa”.

Fonte: ZAP

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