As dívidas em atraso dos hospitais pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde têm vindo a crescer desde o início do ano. Em setembro, o valor fixava-se nos 650 milhões de euros.

Hospitais públicos acumulam 651,6 milhões de euros em dívidas com mais de 90 dias — representando 40,5% do valor devido a fornecedores. Este foi o valor registado em setembro e é o mais alto do ano. Os dados são do Portal do Serviço Nacional de Saúde e foram avançados esta sexta-feira pelo jornal Público.

O Ministério da Saúde garante que, conjuntamente com o Ministério das Finanças, “continuam fortemente empenhados em obter um valor histórico na redução dos pagamentos em atraso no SNS e têm desenvolvido uma articulação próxima no sentido de ir ao encontro das necessidades do setor, mantendo a execução do plano de liquidação de pagamentos em atraso”.

O gabinete de Marta Temido já tinha definido como prioridade a “eliminação dos pagamentos em atraso até 2020”. O Governo tem injetado capital ao longo do ano, levando a várias oscilações nas dívidas dos hospitais.

Apesar do esforço do Governo, as dívidas em atraso têm crescido continuamente. Em junho, o valor era de 480,6 milhões de euros, aumentando 171 milhões em apenas três meses.

O Centro Hospitalar Lisboa Norte, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, o Centro Hospitalar Lisboa Central e o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho são os hospitais públicos com a maior dívida em atraso. O Centro Hospitalar Lisboa Norte é também o que demora mais tempo a pagar (341 dias), segundo os dados do Serviço Nacional de Saúde.

Apenas 20% dos hospitais pagam a menos de 90 dias, com o prazo médio de pagamento aos fornecedores a estar fixado nos 158 dias. Os hospitais Magalhães Lemos, Francisco Zagalo, Arcebispo João Crisóstomo e o Instituto Gama Pinto são os que demoram menos tempo a pagar, demorando menos de 30 dias.

Fonte: ZAP

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